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Abertura dos mercados: Investidas na guerra comercial "abatem" bolsas e petróleo e apoiam ouro

A tensão crescente na disputa comercial promovida pelos Estados Unidos atirou as bolsas europeias para valores dos primeiros dois meses do ano e empurrou o preço do petróleo para mínimos de janeiro (Brent) e fevereiro (WTI). Ouro ganha valor com guerra comercial. Juros de Itália agravam-se com nova fase de instabilidade política.

Bloomberg
David Santiago dsantiago@negocios.pt 03 de Junho de 2019 às 09:19
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Os mercados em números
PSI-20 cai 0,66% para 5.010,50 pontos

Stoxx 600 desce 0,64% para 366,68 pontos

Nikkei desvalorizou 0,92% para 20.410,8 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 0,3 pontos base para 0,803%

Euro avança 0,01% para 1,1179 dólares
Petróleo em Londres cai 1,18% para 61,26 dólares por barril

 

Disputa comercial volta a pôr bolsas no vermelho

As principais bolsas europeias iniciaram a sessão desta segunda-feira, 3 de junho, a transacionar em queda, novamente pressionadas pelo receio dos investidores quanto à guerra comercial promovida pelos Estados Unidos.

 

O índice de referência Stoxx600 negoceia em mínimos de 15 de fevereiro ao começar a semana a perder 0,64% para 366,68 pontos, enquanto o lisboeta PSI-20 cai 0,66% para 5.010,50 pontos, tendo assim renovado mínimos de janeiro.

 

Setores da banca, petrolífero e das matérias-primas, que são dos que mais são penalizados pelo efetivar de uma espiral protecionista que atire a economia global para recessão, são aqueles que mais estão a pressionar as bolsas na Europa.

 

Além da ameaça de reforço de tarifas alfandegárias ao México feita pelo presidente americano Donald Trump caso o país não consiga estancar o fluxo migratório a caminho dos EUA, é também a escalada na disputa entre Washington e Pequim que causa preocupação nos mercados.

 

No fim de semana, um dos elementos que integra a negociação com os EUA do lado chinês assegurou que Washington não poderá usar a pressão para forçar Pequim a fazer um acordo em condições de desvantagem para a China

 

Dólar: de máximos a mínimos

Se começou a última sessão da semana passada a apreciar para máximos de cinco meses nos mercados cambiais, o dólar recua esta segunda-feira para mínimos de 27 de maio (o valor mais baixo numa semana) no índice da Bloomberg que mede o comportamento da divisa norte-americana face a um cabaz das principais moedas mundiais.

 

Se na sexta-feira o dólar era impulsionado pela volatilidade nos mercados, agora perde com o acentuar das dúvidas dos investidores quanto às possibilidades reais de um acordo que permite equilibrar as trocas comerciais entre as duas maiores economias mundiais.

 

Por sua vez e a beneficiar da queda do dólar, o euro soma 0,01% para 1,1179 dólares.

 

Juros de Itália aumentam com instabilidade política

Os juros associados às dívidas públicas dos países que integram a área do euro seguem sem rumo definido na sessão que abre a semana.

 

Enquanto a taxa de juro associada aos títulos soberanos portugueses com prazo a 10 anos sobe 0,3 pontos base para 0,803%, a "yield" correspondente às "bunds" alemão com a mesma maturidade recua 0,5 pontos base para -0,211%.

 

Já a taxa de juro das obrigações soberanas de Itália a 10 anos sobe 1,4 pontos base para 2,680%. Os juros italianos sobem pelo terceiro dia consecutivo, e se na semana passada era sobretudo a perspetiva de nova confrontação com Bruxelas a propósito do incumprimento das regras orçamentais europeias a causar dúvidas junto dos investidores, agora é também a instabilidade política a contribuir para isso.

 

É que surgem notícias que dão conta de que o primeiro-ministro Giuseppe Conte ameaçou demitir-se se as fissuras no seio da aliança governativa entre a Liga e o 5 Estrelas continuarem a minar a governação e a provocar instabilidade.

Brent recua para mínimos de mais de quatro meses

O preço do petróleo está a desvalorizar pelo segundo dia seguido nos mercados internacionais.

 

O Brent do Mar do Norte, utilizado como valor de referência para as importações nacionais, cai 1,18% para 61,26 dólares por barril, o que significa que transaciona em mínimos de 29 de janeiro, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), que é transacionado em Nova Iorque, cai 0,80% para 53,07 dólares, isto depois de já ter tocado esta manhã no valor mais baixo desde 11 de fevereiro.  

 

Fortemente pressionado pela disputa comercial EUA-China e potencial redução da procura global pela matéria-prima no caso de se confirmar uma espiral protecionista, o petróleo está assim a negociar próximo de entrar em "mercado urso".

 

Ouro no valor mais alto em mais de três meses

Se outras matérias-primas são prejudicadas pelo receio de diminuição da procura como consequência da disputa comercial entre Pequim e Washington, o ouro ganha com esses receio ao ver reforçado o respetivo valor enquanto ativo de refúgio.

 

Como tal, o metal precioso soma 0,73% para 1.315,11 dólares por onça numa manhã em que negoceia em máximos de 27 de março e em que regista o quarto dia consecutivo de ganhos.

 

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