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Abertura dos mercados: Juros em mínimos e euro com maior ciclo de ganhos trimestrais em 10 anos

A subida das bolsas esta quinta-feira não é suficiente para anular as perdas acumuladas ao longo deste primeiro trimestre. Na última sessão de Março, devido às comemorações da Páscoa, o Stoxx600 prepara-se para registar o pior trimestre em dois anos. Os juros portugueses continuam a renovar mínimos. E o euro está a completar o quinto trimestre consecutivo de ganhos.

No dia 9 de Fevereiro, a Europa acordou em sobressalto. Os mercados bolsistas estavam a 'derreter' e a fuga de capitais para os refúgios - ouro e dívida alemã - dava sinais de que o caso era sério. No final do dia, os piores cenários confirmaram. O índice bolsista de banca perdeu quase 30%, as quedas da bolsa oscilavam entre os 18,5% de Frankfurt e os quase 40% de Atenas, com os índices a regressarem à década de 90. O receio em torno da fragilidade financeira da Europa, com o Deutsche Bank à cabeça, assustou muita gente. Dois dias depois, a tempestade desapareceu do mapa.
Bloomberg
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Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,38% para 5.378,18 pontos

Stoxx 600 ganha 0,17% para 369,87 pontos

Nikkei valorizou 0,61% para 21.159,08 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recua 0,4 pontos para 1,638%

Euro sobe 0,04% para 1,2313 dólares

Petróleo sobe 0,36% para 69,78 dólares por barril em Londres


Acções europeias a caminho do pior trimestre em dois anos

As bolsas europeias estão a negociar em alta esta quinta-feira, 29 de Março, pela terceira sessão consecutiva, depois das perdas recentes provocadas pelos receios em torno da guerra comercial. Apesar da subida, as acções do Velho Continente deverão completar esta sexta-feira o seu pior trimestre dos últimos dois anos.

 

Nesta altura, o índice de referência para a Europa, o Stoxx600, ganha 0,17% para 369,87 pontos.

 

Em Lisboa, o PSI-20 soma 0,38% para 5.378,18 pontos, animado sobretudo pelo BCP, Galp, Jerónimo Martins e a Semapa. O banco liderado por Nuno Amado valoriza 1,23% para 27,2 cêntimos, a Galp avança 0,73% para 15,26 euros, a Jerónimo Martins soma 0,83% para 14,60 euros e a Semapa 1,54% para 18,52 euros.

 

Juros portugueses renovam mínimos de 2015

Os juros da dívida portuguesa a dez anos estão em queda ligeira no mercado secundário, tendo já renovado mínimos de três anos, antes de serem conhecidos os dados da inflação em Março. A ‘yield’ associada às obrigações a dez anos cai 0,4 pontos para 1,638%, o valor mais baixo desde Abril de 2015.

 

O alívio estende-se à generalidade dos países do sul, com os juros de Itália a caírem 1,0 ponto para 1,831% e os de Espanha a recuarem 0,9 pontos para 1,204%. Já na Alemanha – onde também serão conhecidos os dados da inflação – a ‘yield’ sobe 0,1 pontos para 0,504%.

 

Euro com o maior ciclo de subidas trimestrais em 10 anos

A moeda única europeia segue sem uma tendência definida, numa altura em que os receios em torno de uma guerra comercial aliviaram. No acumulado da semana até está a cair, já que o dólar se fortaleceu com a redução da tensão. Mas no acumulado do trimestre, o euro está a subir. E este será o quinto trimestre consecutivo de ganhos para a moeda única europeia. Algo que já não acontecia desde o período terminado no primeiro trimestre de 2008.

 

Petróleo com o maior ganho mensal desde Outubro

Os preços do petróleo têm oscilado entre ganhos e perdas, sobretudo devido à perspectiva de aumento ou queda das reservas dos EUA. A evolução dos inventários norte-americanos tem condicionado a percepção dos investidores em relação ao fornecimento mundial, numa altura em que os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) têm em curso um corte de produção precisamente para ajudar a sustentar os preços da matéria-prima. Os dados dos EUA têm gerado algum ruído nesta missão, já que se especula que a produção deste país tem anulado em parte o objectivo da OPEP.

 

Ouro flutua à boleia do dólar

A evolução da moeda americana contra as principais moedas mundiais é determinante para as oscilações do ouro. O alívio dos receios em torno dos EUA e da China levou a uma menor percepção de risco, o que penaliza o ouro, que funciona como activo de refúgio em períodos de maior tensão. Esta quinta-feira, o ouro segue estável, mas no acumulado da semana cai mais de 1,5%, o que representa a maior descida semanal desde a semana termina a 8 de Dezembro. Já na semana passada, o ouro subiu mais de 2,5%.

 

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