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Abertura dos mercados: Juros portugueses na casa dos 0,3% pela primeira vez

As bolsas europeias seguem sem rumo, numa altura em que a ameaça dos EUA de novas tarifas sobre importações da Europa está a marcar a agenda. E numa altura em que a incerteza volta a pairar, os juros portugueses voltam a tocar em níveis nunca antes vistos.

Reuters
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 02 de Julho de 2019 às 09:38
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Os mercados em números

PSI-20 desce 0,94% para 5.139,62 pontos

Stoxx 600 sobe 0,09% para 388,20 pontos

Nikkei valorizou 0,11% para 21.754,27 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 2,4 pontos base para 0,38%

Euro sobe 0,04% para 1,1291 dólares

Petróleo em Londres aprecia 0,26% para 65,23 dólares por barril

 

Bolsas europeias sem tendência

As bolsas europeias seguem sem uma tendência definida, com alguns índices a subirem e outros a descerem, num dia marcado por ameaças de novas tarifas dos EUA sobre as importações europeias e numa altura em que os indicadores económicos apontam para uma deterioração da indústria europeia.

Os EUA deverão avançar com tarifas adicionais sobre bens importados da União Europeia, no valor de cerca de quatro mil milhões de dólares e que incluem produtos como azeitonas, queijo italiano ou uísque escocês. Este conjunto de produtos junta-se à lista anunciada em abril, e que era composta por produtos cujas importações estavam avaliadas em 21 mil milhões de dólares.

 

Se ontem as bolsas foram animadas pelas tréguas entre os EUA e a China, que suspendeu a aplicação de novas tarifas à China, hoje a guerra comercial, agora com a Europa como alvo, está a travar o entusiasmo. O Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, está a subir 0,09% para 388,20 pontos, numa altura em que os índices inglês, grego e italiano sobem, enquanto o espanhol, o alemão, o francês e o holandês caem.

 

Na bolsa nacional, o PSI-20 está a cair quase 1%, pressionado pela descida acentuada da Jerónimo Martins, que está a refletir as notícias de que a Polónia vai avançar com o imposto sobre as receitas do retalho a partir de 1 de setembro. 

 

Juros portugueses quebram fasquia dos 0,4%

As taxas de juro de Portugal estão a descer e a renovar mínimos históricos. A taxa implícita das obrigações portuguesas a 10 anos está a descer 2,4 pontos base para 0,38%, o que corresponde a um novo mínimo. Esta foi a primeira vez na história que a "yield" a 10 anos quebrou a barreira dos 0,4%.


Em sentido contrário seguem os juros da Alemanha, com a taxa implícita na dívida a 10 anos a subir 0,1 pontos base para -0,359%.

 

Moeda chinesa sobe para máximos de janeiro

O yuan está a subir e a tocar em máximos de janeiro, ainda a beneficiar das tréguas estabelecidas entre os EUA e a China. O índice da Bloomberg que compara o yuan contra 24 moedas mundiais está a subir 0,56% para o nível mais elevado desde 21 de janeiro.


"O yuan beneficia das tréguas", salienta Gao Qi, estratega da Scotiabank. "Entretanto, algumas moedas do G10, como o euro e o iene, caíram contra o dólar uma vez que o mercado diminuiu as expectativas de maiores cortes de juros por parte da Fed depois de os EUA e a China terem acordado tréguas", acrescentou o mesmo responsável.

 

Petróleo sobe com cortes da OPEP

Os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) chegaram a acordo para prolongar os cortes de produção por mais nove meses, o que está a impulsionar os preços da matéria-prima. O barril do Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, está a apreciar 0,26% para 65,23 dólares.

 

Ouro volta aos ganhos

Depois da queda registada na última sessão, com os investidores dispostos a arriscar mais e a saírem dos ativos considerados de refúgio como o ouro, hoje o metal precioso volta aos ganhos subindo 0,61% para 1.392,61 dólares por onça. A contribuir para a subida do ouro estão os dados económicos que apontam para uma deterioração da indústria na Europa e na Ásia, ao mesmo tempo que a tensão entre o Irão e os EUA continua a marcar a agenda.  

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