Mercados num minuto Abertura dos mercados: Juros portugueses voltam a superar 1,2%. Bolsas em queda à espera de resultados

Abertura dos mercados: Juros portugueses voltam a superar 1,2%. Bolsas em queda à espera de resultados

Os juros da dívida portuguesa registam subidas ligeiras, mas afastam-se dos mínimos registados na semana passada e já voltaram a superar a fasquia de 1,2%. Nos mercados acionistas, a tendência de quedas é generalizada.
Abertura dos mercados: Juros portugueses voltam a superar 1,2%. Bolsas em queda à espera de resultados
EPA
Rafaela Burd Relvas 17 de abril de 2019 às 09:30
Os mercados em números
PSI-20 cai 0,42% para 5.374,60 pontos
Stoxx 600 recua 0,12% para 388,76 pontos
Nikkei valorizou 0,25% para 22.277,97 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 0,2 pontos para 1,201%
Euro aprecia 0,32% para 1,1317 dólares
Petróleo sobe 0,43% para 72,03 dólares por barril, em Londres

Bolsas em queda à espera de resultados
As bolsas europeias estão a negociar em queda esta manhã, com o Stoxx 600 a desvalorizar 0,12% para os 388,76 pontos, numa altura em que os investidores aguardam pela apresentação dos resultados trimestrais de várias cotadas.

A pressionar as principais praças europeias está a divulgação da evolução do produto interno bruto (PIB) chinês, que cresceu 6,4% no primeiro trimestre. O desempenho ficou acima das expectativas dos analistas, mas veio também confirmar a travagem da segunda maior economia do mundo, agravando as preocupações em torno de um abrandamento da economia mundial.

Lisboa acompanha a tendência do resto da Europa e o PSI-20 segue a perder 0,32% para os 5.380,21 pontos, a ser penalizado pela Jerórimo Martins 0,68% para 13,90 euros e pela Nos que cede 0,57% para 6,06 euros. Também a EDP está a contribuir para este desempenho negativo da bolsa nacional, ao prolongar as perdas dos últimos dias, numa altura marcada pela incerteza em torno da oferta pública de aquisição (OPA) lançada pela China Three Gorges. A elétrica nacional está a perder 0,79% para os 3,39 euros por ação.

Juros voltam a superar 1,2%
Os juros da dívida portuguesa estão a subir pela quarta sessão consecutiva, afastando-se dos mínimos históricos que foram alcançados na semana passada, e já voltaram a superar a fasquia de 1,2%, ainda que o agravamento seja ligeiro.

A "yield" associada às obrigações a dez anos está a subir 0,2 pontos base para 1,201%.

Esta tendência faz-se sentir no resto da Europa. Em Espanha, os juros da dívida espanhola a dez anos a sobem 0,8 pontos base para 1,094%, enquanto na Alemanha os juros estão a agravar-se 2,6 pontos base para 0,093%.

Euro recupera face ao dólar
A moeda única está a recuperar terreno face ao dólar, depois de, na terça-feira, ter desvalorizado com as notícias de que há uma "minoria significativa" no conselho de governadores do Banco Central Europeu (BCE) que considera que as atuais projeções para a economia europeia são demasiado otimistas.

O euro segue agora a valorizar 0,32% para 1,1317 dólares.

Petróleo valoriza com queda das reservas
Os preços do petróleo estão a subir, aproximando-se de um máximo de cinco meses, depois de os últimos dados relativos às reservas da matéria-prima nos Estados Unidos terem surpreendido o mercado. Os analistas antecipavam um aumento das reservas na semana passada, mas o último relatório do Instituto Americano do Petróleo revelou uma quebra, naquele que os analistas interpretam como um reflexo da aceleração das exportações norte-americanas.

Se os números oficiais do governo dos Estados Unidos vierem confirmar as conclusões deste relatório, esta será a primeira quebra nas reservas nas últimas quatro semanas, o que virá retirar pressão sobre os preços da matéria-prima.

O petróleo negociado em Nova Iorque segue, assim, a valorizar 0,66% para os 64,47 dólares por barril. Já o barril de Brent, negociado em Londres e que serve de referência para o mercado português, avança 0,43% para os 72,03 dólares.

Ouro próximo de mínimos do ano
O ouro está a registar ganhos ligeiros, mas negoceia próximo de mínimos do ano, numa altura em que os investidores estão otimistas com a evolução de outros ativos.

O metal precioso está a avançar 0,15% para os 1.278,71 dólares por onça, o valor mais baixo desde janeiro.



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