Mercados num minuto Abertura dos mercados: Mercados em modo de espera até ouvirem Powell. Petróleo estabiliza

Abertura dos mercados: Mercados em modo de espera até ouvirem Powell. Petróleo estabiliza

Os investidores querem saber o que Jerome Powell, presidente da Fed, vai fazer para decidirem os seus próximos passos. As bolsas europeias estão mistas, o dólar sobe e o petróleo estabiliza.
Abertura dos mercados: Mercados em modo de espera até ouvirem Powell. Petróleo estabiliza
Bloomberg
Tiago Varzim 18 de setembro de 2019 às 09:28
Os mercados em números
PSI-20 desce 0,34% para 5.039,18 pontos
Stoxx 600 estabiliza nos 389,34 pontos
Nikkei caiu 0,18% para 21.960,71 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 1,7 pontos base para 0,29%
Euro desvaloriza 0,17% para 1,1054 dólares
Petróleo em Londres tropeça 0,48% para 64,25 dólares o barril

Bolsas europeias sem rumo enquanto aguardam pela Fed
As bolsas europeias abriram em terreno negativo esta quarta-feira, 18 de setembro, numa altura em que os investidores aguardam pela decisão de política monetária da Fed que será anunciada ao final da tarde de hoje. O Stoxx 600, o índice que agrega as principais cotadas europeias, está inalterado nos 389,34 pontos. 

A contribuir para a incerteza na Europa está a possibilidade mais real de Espanha voltar às urnas naquelas que serão as quartas eleições em quatro anos. Além disso, os dados negativos da indústria automóvel em agosto também lançam dúvidas sobre o dinamismo de um setor importante para a economia europeia. 

No que toca à política monetária, a maior parte dos analistas acredita que a Fed vai baixar os juros para o intervalo entre 1,75% a 2%, acumulando duas descidas em 2019. Em julho foi a primeira vez em dez anos que o banco central cortou os juros diretores.

Na quinta-feira será a vez do Banco do Japão tomar uma decisão. Na semana passada, o Banco Central Europeu anunciou um pacote de estímulos que envolveu um corte da taxa de depósitos de -0,4% para -0,5%, acompanhada de um sistema de escalonamento para os bancos.

Em Lisboa, o PSI-20 também segue em baixa ao perder 0,34% para os 5.039,18 pontos, acumulando duas sessões de quedas. Contudo, o índice nacional tocou recentemente em máximos de mês e meio após ter valorizado durante cinco sessões consecutivas. 

Juros norte-americanos descem há três sessões
A decisão de hoje da Fed será importante para o mercado de obrigações nos Estados Unidos. Os juros da dívida norte-americana a dez anos estão a cair há três sessões consecutivas, na expectativa de que a Reserva Federal baixe os juros diretores em 25 pontos base. Esta quarta-feira os juros descem 2,2 pontos base para os 1,781%.

Uma das razões que poderá levar Jerome Powell, presidente da Fed, a optar por uma descida dos juros é para tentar contrariar a inversão da curva de rendimento da dívida norte-americana, um indicador que tem antecipado recessões durante as últimas décadas. O objetivo seria baixar os juros dos prazos mais curtos para que estes não negoceiem acima dos prazos mais longos, o que deveria acontecer numa situação "normal". 

Na Europa, os juros soberanos registam poucas variações no mercado secundário. Em Portugal, os juros a dez anos estão a cair 1,7 pontos base para os 0,29%.

Dólar valoriza apesar de se esperar corte da Fed
Apesar da expectativa que a Fed desça os juros - o que diminui o custo de financiamento e tende a fazer desvalorizar a divisa do respetivo país -, o dólar está a valorizar face às principais divisas mundiais. Segundo o índice do dólar da Bloomberg, a divisa norte-americana sobe 0,12%.

Já o euro está a ceder 0,17% para os 1,1054 dólares. 

Petróleo estabiliza com Arábia Saudita mais otimista
Após a subida repentina na segunda-feira com o ataque de drones à produção Arábia Saudita, a cotação do petróleo acalmou. Ontem o barril desceu mais de 5% na sequência da Arábia Saudita ter sido mais otimista na sua expectativa de recuperação do ritmo de produção. Uma das refinarias atacadas deverá recuperar até ao final de setembro o nível de produção anterior ao ataque.

A dúvida agora passa pela resposta que a Arábia Saudita (e os EUA) darão aos ataques, o que poderá aumentar a tensão no Médio Oriente e despoletar mais disrupções na cadeia de oferta de petróleo. Segundo a Bloomberg, a estação de televisão estatal saudita diz que o país vai mostrar provas de que houve envolvimento do Irão.

Tanto em Nova Iorque como em Londres, este tem sido um início de sessão mais calmo. O WTI, negociado em Nova Iorque, desvaloriza 0,62% para os 58,96 dólares ao passo que o Brent, negociado em Londres e que serve de referência para as importações portuguesas, sofre uma queda de 0,48% para os 64,25 dólares.

Hoje a sessão do petróleo poderá ser influenciada pela Administração de Informação em Energia (IEA, na sigla original, que está sob a tutela do Departamento norte-americano da Energia) que divulga os dados relativos aos inventários de crude dos EUA na semana passada, bem como os stocks de destilados e gasolina.

Ouro sem mexidas
Os investidores interessados em ouro estão no modo de "esperar para ver". Como se verifica um pouco por todos os mercados, também no ouro aguarda-se pela decisão da Fed com a onça a cair 0,02% para os 1.501,13 dólares.

Nas sessões anteriores, o metal precioso tinha valorizado por causa da instabilidade causada pelo ataque de drones às instalações da Arábia Saudita. 

O ouro atingiu em 2019 um máximos de seis anos uma vez que os investidores procuram mais ativos de refúgio numa altura de desaceleração económica e de disputa comercial entre as duas principais economias do mundo, EUA e a China, assim como a introdução de mais estímulos monetários por parte dos bancos centrais.



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