Mercados num minuto Abertura dos mercados: Nuvens do BCE encobrem bolsas europeias. Petróleo continua a valorizar

Abertura dos mercados: Nuvens do BCE encobrem bolsas europeias. Petróleo continua a valorizar

O aproximar da reunião do BCE está a trazer algum nervosismo à negociação. Apesar de se esperar um lançamento de um pacote de estímulos, a divisão no seio da instituição está a deixar os investidores de pé atrás. O petróleo sobe pela quinta sessão.
Abertura dos mercados: Nuvens do BCE encobrem bolsas europeias. Petróleo continua a valorizar
reuters
Gonçalo Almeida 10 de setembro de 2019 às 09:25

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,24% para 4.954 pontos

Stoxx 600 perde 0,41% para 384,47 pontos

Nikkei valorizou 0,35% para 21.392,10 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 1,7 pontos base para 0,253%

Euro recua 0,08% para 1,103 dólares

Petróleo em Londres sobe 0,11% para 62,66 dólares o barril

 

Bolsas em leve queda a aguardarem sinais do BCE

O dia abriu com algumas nuvens no horizonte, numa altura em que se aproxima a reunião do Banco Central Europeu e, apesar de se esperar que Mario Draghi lance um novo pacote de estímulos sobre a economia da região, a divisão no seio do banco central deixa os investidores na expectativa.

Alguns responsáveis defendem que a entidade liderada por Draghi deve avançar com um novo programa de compra de ativos, enquanto outros acreditam que a economia não está a mostrar sinais de precisar desta medida. 

É neste clima de incerteza que as bolsas na Europa abrem em queda, com o Stoxx 600, o índice que reúne as 600 maiores cotadas da Europa, a cair 0,41% para 384,47 pontos.

Por cá, o PSI-20 desce 0,24% para 4.954 pontos. O BCP está a cair 1,79% para 0,1976 euros, depois de ontem ter sido conhecido que a Autoridade da Concorrência condenou 14 bancos ao pagamento de coimas no valor global de 225 milhões de euros por prática concertada de troca de informação comercial sensível, durante um período de mais de dez anos, entre 2002 e 2013.  

Juros na Zona Euro sobem. Estabilidade política ajuda Itália

Os juros de dívida soberana nos principais mercados da Zona Euro seguem hoje a subir, como é o caso da Bund alemã a 10 anos que sobe 0,7 pontos base para os –0,583%. Em Portugal o cenário repete-se e a taxa de juro a 10 anos sobe 1,7 pontos base para os 0,253%.

Já em Itália, a estabilidade no parlamento transalpino com a constituição de um Governo pró-Europa está a apoiar os juros do país que caem 0,7 pontos base para os 0,933%.  

 

Libra cai mas mantém-se perto de máximos após nova votação no parlamento

A libra britânica deprecia 0,25% para os 1,235 dólares, mas mantém-se perto de um máximo de seis semanas atingido ontem, depois de o primeiro-ministro britânico ter visto ser novamente rejeitada, na Câmara dos Comuns, a sua pretensão de avançar com eleições antecipadas. O parlamento travou um "hard" Brexit – uma proposta legislativa promulgada nesta segunda-feira pela Rainha Isabel II, que assim se tornou lei.

O euro segue a depreciar 0,08% para os 1,103 dólares.  

Petróleo sobe pela quinta sessão com esperanças em novos cortes da OPEP+

Os preços do petróleo sobem pelo quinto dia consecutivo para um máximo em quase seis semanas, impulsionados pelas esperanças de que a Organização dos Países Exportações de Petróleo e os seus aliados (OPEP+) alargue os cortes de produção para equilibrar a balança.

O Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, sobe 0,11% para 62,66 dólares o barril.

O novo ministro da energia da Arábia Saudita, o príncipe Abdulaziz, disse que o maior exportador de petróleo em todo o mundo iria manter a sua política de cortes inalterada, apesar da pasta mais importante do país ter mudado de mãos.

 

Ouro desvaloriza e afasta-se de máximos

O ouro desvaloriza 0,22% para os 1.495,81 dólares por onça, apesar da expectativa que paira sobre o mercado de ações. O metal precioso afasta-se dos máximos atingidos recentemente acima dos 1.500 dólares por onça.

Os analistas do Citigroup preveem que o ouro valorize para mais de 2.000 dólares por onça nos próximos dois anos, segundo uma nota divulgada pela Bloomberg, e tal, a acontecer, poderia ser negativo para outros metais preciosos.




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