Mercados num minuto Abertura dos mercados: Otimismo de Trump e China impulsionam bolsas. Juros em queda

Abertura dos mercados: Otimismo de Trump e China impulsionam bolsas. Juros em queda

Os desenvolvimentos e declarações sobre a guerra comercial continuam a marcar o ritmo dos mercados. As bolsas sobem, o petróleo recua e os juros da dívida pública voltam a descer.
Abertura dos mercados: Otimismo de Trump e China impulsionam bolsas. Juros em queda
Reuters
Nuno Carregueiro 26 de setembro de 2019 às 09:35

Os mercados em números

PSI-20 valoriza 0,44% para 4.896,89 pontos

Stoxx 600 valoriza 0,47% para 389,42 pontos

Nikkei valorizou 0,13% para 22.048,24 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos deslizam 1,1 pontos base para 0,139%

Euro perde 0,02% para 1,0941 dólares

Petróleo em Londres desce 0,29% para 62,21 dólares o barril 


Bolsas europeias invertem para terreno positivo
As bolsas europeias abriram em queda ligeira mas já inverteram para terreno positivo, com os investidores a medirem o impacto das declarações de Donald Trump e de responsáveis chineses sobre as negociações entre os EUA e a China e os "profit warning" emitidos por diversas cotadas.

 

O Stoxx600 valoriza 0,47% para 389,42 pontos.

 

Continuam as ser as notícias relacionadas com o comércio mundial que mexem com os mercados acionistas. A noticia da Bloomberg de que os EUA podem impor tarifas no valor de oito mil milhões de dólares a produtos europeus teve impacto negativo, mas na noite de quarta-feira o presidente dos EUA afirmou que um acordo comercial com a China pode ser alcançado de forma mais rápida do que as pessoas estão à espera. 

 

Os investidores já estão habituados a declarações contraditórias de Trump sobre a guerra comercial, mas a elevar as expectativas estão também declarações do lado chinês, já que o ministro do Comércio revelou que está em conversações próximas com Washington sobre as negociações que vão acontecer no próximo mês entre os dois países.

 

Estes desenvolvimentos estão a anular o efeito negativo de várias companhias terem alertado que os resultados vão ficar abaixo do previsto. É o caso da Imperial Brands (-9,1%), da Pearson (-13%) e também do ABN Amro (-10,25%), que está a ser investigado por operações de lavagem de dinheiro.

 

Em Lisboa o PSI-20 valoriza 0,44% para 4.896,89 pontos, impulsionado pelo BCP, que recupera do tombo de mais de 5% da véspera, que levaram os títulos a mínimos de 2017.  

 

Juros da dívida portuguesa abaixo de 0,15%

A dívida pública soberana europeia retoma hoje a tendência de valorização, sendo que os juros das obrigações do Tesouro a 10 anos já estão de novo abaixo de 0,15%. A "yield" dos títulos portugueses desce 1,1 pontos base para 0,139%, em linha com o comportamento das restantes obrigações soberanas na área do euro. A taxa das bunds a 10 anos desce 0,4 pontos base para -0,582% e a yield das obrigações espanholas com a mesma maturidade cai 1,2 pontos base para 0,114%.

 

Euro trava perdas

No mercado cambial as variações estão a ser tímidas neste arranque de sessão, com a moeda europeia para já a conseguir não repetir a forte descida da véspera. O euro desce 0,02% para 1,0941 dólares depois de ontem ter desvalorizado quase 1% naquela que foi a melhor sessão para o dólar desde março. A libra também segue estável (1,2353 dólares e 1,1287 euros) depois de ontem o primeiro-ministro Boris Johnson ter desafiado o líder da oposição a avançar com uma moção de censura.   

 

Petróleo persiste em queda

O petróleo volta a negociar em terreno negativo, com o efeito das declarações de Trump sobre um possível acordo comercial com a China a ser anulado pelos dados que indicam que a Arábia Saudita está a recuperar de forma mais célere do que o antecipado face aos ataques com drones que danificaram instalações petrolíferas. De acordo com a Bloomberg, a Arábia Saudita já aumentou a sua capacidade de produção para 11 milhões de barris diários, atingindo a meta que só antecipava alcançar dentro de uma semana.

 

Na quarta-feira as cotações da matéria-prima desceram mais de 1% e hoje seguem com descidas menos intensas. O Brent em Londres desce 0,29% para 62,21 dólares e o WTI em Nova Iorque recua 0,32% para 56,31 dólares.

 

Ouro recupera de tombo

Perante as perspetivas mais otimistas para um acordo comercial entre os Estados Unidos e a China, o ouro está a recuperar do forte tombo da véspera. Ontem o metal precioso desvalorizou perto de 2% hoje está a subir 0,21% para 1.507,27 dólares no mercado à vista em Londres.  




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