Mercados num minuto Abertura dos mercados: Petróleo em queda há três dias. Bolsas e euro em alta

Abertura dos mercados: Petróleo em queda há três dias. Bolsas e euro em alta

Os preços do petróleo nos mercados internacionais estão em queda pelo terceiro dia. Já as bolsas europeias seguem do lado dos ganhos.
Abertura dos mercados: Petróleo em queda há três dias. Bolsas e euro em alta

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,22% para 5.704,70 pontos

Stoxx 600 cresce 0,30% para 397,30 pontos

Nikkei recuou 0,83% para 23.098,29pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos cede 0,7 pontos base para 1,950%

Euro ganha 0,28% para 1,2437 dólares

Petróleo em Londres 0,62% para 68,59 dólares

Bolsas animadas

As principais bolsas europeias estão em alta, enquanto os investidores digerem os resultados apresentados por companhias europeias. A Ericsson está a afundar depois de ter revelado ao mercado que registou perdas mais acentuadas do que tinha estimado. Além disso, informou que as quebras vão prolongar-se. A Electrolux dispara 6,79% depois de ter reportado lucros acima do esperado no quarto trimestre. O banco Santander anunciou esta manhã uma subida de 7% nos lucros do ano passado e ganha 1,05% para 5.993 euros.

Os investidores podem estar também à espera da divulgação de vários dados económicos, como é o caso da inflação na Zona Euro. E, do outro lado do Atlântico, hoje termina o primeiro encontro de 2018 da Reserva Federal dos EUA. É também a última vez que Janet Yellen vai estar à frente dos comandos do banco central. Dentro de três dias vai dar o lugar ao seu sucessor Jerome Powell. A expectativa do mercado é que a autoridade monetária deixe a taxa de fundos federais inalterada num intervalo entre 1,25% e 1,5%.

A liderar os ganhos na Europa está o germânico DAX, que cresce 0,47%. O Stoxx 600, índice de referência, avança 0,30%. O PSI-20, e depois de alguma indefinição na primeira hora de negociação, ganha 0,22% impulsionado pelas acções do BCP, Nos, Altri e Semapa.

Juros em queda

Os juros da dívida pública portuguesa estão em queda no mercado secundário. A dez anos, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida entre si recuam 0,7 pontos base para 1,950%. Esta tendência não se verifica só com as "yields" nacionais. As obrigações italianas a dez anos perdem 2 pontos base para 2,009%. Já as espanholas sobem 0,3 pontos base para 1,412%. As "bunds" alemãs a uma década cedem 1 pontos base para 0,673%. O prémio de risco da dívida nacional está nos 128,1 pontos.

De acordo com a Reuters, o mercado de obrigações da Europa e dos Estados Unidos prepara-se para terminar Janeiro com o pior mês desde o final de 2016. Isto pode ser um sinal de que o apetite por obrigações diminuiu à medida que a economia mundial fica mais forte e que se perspectiva o fim de alguns instrumentos de política monetária.

Dólar perto da maior queda mensal em dois anos

O dólar está em queda face a algumas das principais moedas mundiais, encaminhando-se para a maior queda mensal em quase dois anos, depois de o discurso do Estado da União, proferido esta madrugada (hora de Lisboa) pelo presidente Donald Trump, não ter conseguido acalmar os receios dos investidores na divisa, escreve a Reuters.

O presidente norte-americano apelou ao Congresso que aprove legislação que permita gastar, pelo menos, 1,5 biliões de dólares em novas infra-estruturas e foi duro em relação à imigração, aponta a agência.

Este comportamento do dólar tem lugar no dia em que termina o encontro da Reserva Federal dos EUA, que deverá manter inalterada a sua política monetária.

O euro ganha 0,28% para 1,2437 dólares.

Petróleo cai pela terceira sessão antes das reservas

O petróleo está em queda pela terceira sessão consecutiva, penalizado pelos receios de que a diminuição das reservas de crude nos Estados Unidos tenha terminado e pelas declarações de um responsável da Agência internacional de Energia, que afirmou que o crescimento da procura por petróleo vai abrandar este ano.

Nesta altura, o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, desce 0,67% para 64,07 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, recua 0,62% para 68,59 dólares.

Depois de dez semanas consecutivas de quedas, as reservas de crude dos Estados Unidos deverão ter aumentado em 900 mil barris para 412,5 milhões na semana passada, segundo estimativas da Bloomberg. Os dados da Administração de Informação de Energia dos EUA serão conhecidos esta quarta-feira.

Ouro sobe após discurso de Trump

O ouro está a negociar em alta, contrariando a evolução do dólar, depois do discurso de Donald Trump do Estado da União, e antes da reunião mensal da Reserva Federal, que vai marcar a despedida de Janet Yellen como líder da autoridade monetária.

O metal amarelo ganha 0,26% para 1.342,09 dólares enquanto a prata valoriza 0,48% para 17,2238 dólares.

 




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