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Abertura dos mercados: Renovado otimismo na frente comercial anima bolsas, dólar e petróleo

As principais praças europeias valorizam pelo segundo dia sobretudo graças ao renovado otimismo quanto às possibilidade de um acordo comercial entre os Estados Unidos e a China. Crude e dólar também avançam apoiados pela perspetiva reforçada de um acordo.

EPA
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Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,14% para 5.187,80 pontos

Stoxx 600 ganha 0,66% para 406,64 pontos

Nikkei valorizou 0,32% para 23.292,81 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 0,1 pontos base para 0,394%

Euro cede 0,04% para 1,1017 dólares

Petróleo em Londres ganha 0,33% para 63,60 dólares

 

Bolsas europeias animadas pelo otimismo sobre acordo EUA-China

As principais bolsas europeias valorizam pelo segundo dia seguido na abertura da sessão desta segunda-feira, 25 de novembro. O índice de referência europeu Stoxx600 soma 0,66% para 406,64 pontos, apoiado nas subidas dos setores das matérias-primas (avança perto de 2%), automóvel e banca, estes dois com valorizações superiores a 1%.

 

Também o lisboeta PSI-20 sobe pela segunda sessão ao apreciar 0,14% para 5.187,80 pontos, isto numa altura em que o BCP sobe 0,30% para 0,2039 euros por ação.

 

É uma vez mais a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China que mais contribui para determinar o rumo da negociação bolsista mundial, em particular das bolsas do Velho Continente.

 

Na passada sexta-feira, Donald Trump e Xi Jinping, presidentes dos Estados Unidos e da China, respetivamente, mostraram-se comprometidos em alcançar um acordo que ponha fim a quase um ano e meio de disputa entre as duas maiores economias mundiais, o que está a alimentar o otimismo dos investidores neste início de semana.

 

Juros sobem na Zona Euro

Os juros das dívidas soberanas seguem em alta na área da moeda única. A "yield" exigida pelos investidores para comprarem, no mercado secundário de dívida, obrigações soberanas de Portugal a 10 anos sobe 0,1 pontos base para 0,394%.

 

Acontece o mesmo com a taxa de juro associada aos títulos de dívida soberana da Alemanha (bunds), que avança 0,9 pontos base para -0,353%.

 

Também os juros correspondentes à dívida de Espanha e Itália com maturidade a 10 anos estão a transacionar em alta, respetivamente com subidas de 0,5 e 1,4 pontos base para 0,407% e 1,191%.

 

Dólar sobe com otimismo na guerra comercial
O euro está a depreciar face ao dólar pelo quarto dia consecutivo, estando nesta altura a ceder 0,04% para 1,1017 dólares, o que significa que negoceia nos mercados cambiais em mínimos de 18 de novembro contra a divisa norte-americana.

 

Já a libra sobe pela primeira vez em cinco sessões face ao dólar (+0,36%), valorização que acontece numa altura em que as sondagens dão maioria absoluta ao Partido Conservador do primeiro-ministro Boris Johnson.

A perspetiva de vitória do líder dos "tories" assegura confiança aos mercados na medida em que fica mais próxima a perspetiva de um Brexit acordado com a União Europeia. Já uma eventual vitória dos trabalhistas de Jeremy Corbyn traria de volta a incerteza quanto à possível permanência do Reino Unido no bloco europeu.

Otimismo na frente comercial anima petróleo

Depois de ter registado perdas em torno de 1% na última sessão, o petróleo abriu a semana em terreno positivo, animado pelos sinais de progresso na relação entre os Estados Unidos e a China. O governo chinês anunciou no domingo que vai reforçar a proteção dos direitos de propriedade intelectual, o que está a ser visto como um sinal de aproximação entre as partes.

 

Neste contexto, cresce a expectativa de um entendimento entre as duas partes, que poderá, potencialmente, travar a degradação das estimativas para o crescimento global e da procura pela matéria-prima, o que está a beneficiar os preços.

 

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, soma 0,21% para 57,89 dólares, enquanto o Brent, transacionado em Londres, valoriza 0,33% para 63,60 dólares.

 

Ouro e prata perdem brilho

Com os investidores mais confiantes e menos avessos ao risco, perde atratividade o investimento em ativos de refúgio, como é o caso do ouro, que abriu a semana com sinal negativo.

 

O metal amarelo desliza 0,26% para 1.458,20 dólares por onça, enquanto a prata cai 0,7% para 16,9030 dólares.

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