Mercados num minuto Abertura dos mercados: Retalho e automóvel penalizam bolsas. Juros portugueses aproximam-se de 1%

Abertura dos mercados: Retalho e automóvel penalizam bolsas. Juros portugueses aproximam-se de 1%

As bolsas europeias voltaram às quedas depois de três sessões de ganhos, penalizadas pelas cotadas do setor automóvel e do retalho. Os juros da dívida seguem em queda, com a yield portuguesa a dez anos a marcar um novo mínimo histórico, já próximo de 1%.
Abertura dos mercados: Retalho e automóvel penalizam bolsas. Juros portugueses aproximam-se de 1%
Bloomberg
Rita Faria 17 de maio de 2019 às 09:10

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,35% para 5.111,20 pontos

Stoxx 600 perde 0,50% para 380,95 pontos

Nikkei valorizou 0,89% para 21.250,09 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos recuam 3,1 pontos para 1,039%

Euro avança 0,04% para 1,1178 dólares

Petróleo em Londres inalterado nos 72,62 dólares

 

Bolsas europeias descem após três sessões de ganhos

As bolsas europeias estão a negociar em queda esta sexta-feira, 17 de maio, depois de três sessões consecutivas de ganhos, penalizadas sobretudo pelas cotadas do setor automóvel e pelo retalho.

 

Esta evolução acontece depois de ter sido divulgado que as vendas de carros na Europa desceram pelo oitavo mês consecutivo, o que está a contribuir para o pessimismo no setor. Já no caso do retalho, as empresas estão a ser penalizadas pelo novo imposto que será aplicado sobre o setor na Polónia, depois de o Tribunal de Justiça da União Europeia ter decidido que a isenção a empresas com menor volume de negócios não constitui um auxílio de Estado, como havia ditado a Comissão Europeia.

 

Nesta altura, o índice de referência para a Europa, o Stoxx600, perde 0,50% para 380,95 pontos.

 

Na bolsa nacional, o PSI-20 desce 0,35% para 5.111,20 pontos, pressionado sobretudo pela Jerónimo Martins, que desvaloriza 3,52% para 12,90 euros.

 

Juros portugueses a 10 anos aproximam-se de 1%

Os juros da dívida da generalidade dos países do euro estão em queda esta sexta-feira, com os investidores a privilegiarem as obrigações soberanas, em detrimento das ações. A yield associada aos títulos portugueses a dez anos está a marcar mesmo um novo mínimo histórico, de 1,039%, com uma descida de 3,1 pontos. Em Espanha, os juros no mesmo prazo aliviam 3,5 pontos para 0,865%, em Itália recuam 2,9 pontos para 2,653% e na Alemanha descem 0,2 pontos para -0,098%.

 

Euro em alta ligeira antes dos dados da inflação

A moeda única europeia está a negociar em alta ligeira face ao dólar, depois de quatro sessões de perdas, antes de o Eurostat revelar os dados da inflação em abril, que poderão dar mais pistas sobre a evolução da política monetária na região do euro.

 

Já a moeda norte-americana está em alta ligeira face às principais divisas mundiais, a beneficiar de indicadores positivos sobre a economia dos Estados Unidos, como é o caso da construção de casas novas, que cresceu em abril, pelo segundo mês consecutivo.

 

Nesta altura, o euro ganha 0,04% para 1,1178 dólares.

 

Petróleo pouco alterado

O petróleo está pouco alterado nos mercados internacionais, preparando-se, porém, para completar esta sexta-feira a maior valorização semanal desde o início de abril, impulsionado pelas tensões no Médio Oriente, que vieram juntar-se à disputa crescente entre os Estados Unidos e a China.

 

Nesta altura, o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, sobe 0,24% para 63,02 dólares, enquanto o Brent, transacionado em Londres, segue inalterado nos 72,62 dólares.

 

Ouro em baixa ligeira

Com o dólar em alta, o ouro segue em baixa ligeira, com uma desvalorização de 0,03% para 1.286,38 dólares.




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