Mercados num minuto Abertura dos mercados: Tarifas, BCE e economia dos EUA condicionam mercados

Abertura dos mercados: Tarifas, BCE e economia dos EUA condicionam mercados

As bolsas europeias seguem sem tendência definida, os juros na Europa sobem ligeiramente, o euro cai e o petróleo sobe, apesar de no acumulado da semana até perder valor. Isto num dia em que há muitas questões a marcar a negociação.
Abertura dos mercados: Tarifas, BCE e economia dos EUA condicionam mercados
Reuters
Sara Antunes 09 de março de 2018 às 09:26

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,15% para 5.403,41 pontos

Stoxx 600 desce 0,05% para 376,45 pontos

Nikkei valorizou 0,47% para 21.469,20 pontos 

"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 0,9 pontos base para 1,833%

Euro recua 0,09% para 1,2301 dólares

Petróleo sobe 0,35% para 63,83 dólares por barril, em Londres

 

Bolsas europeias entre ganhos e perdas

O arranque de sessão nas bolsas europeias está a ser pouco definido, com alguns índices a subirem e outros a caírem. Os investidores estão expectantes em relação a vários factores. Por um lado, houve o anúncio de um encontro entre o líder norte-coreano, Kim Jong-Un, e o presidente dos EUA, Donald Trump. Por outro lado, os EUA avançaram com a imposição de tarifas sobre as importações de alumínio e aço, mas admitiram negociar excepções além do México e do Canadá. A condicionar a negociação está ainda o BCE, que retirou a referência ao aumento do programa de compra de activos. E além tudo isto, hoje serão conhecidos dados económicos nos EUA, sobre o mercado laboral, que poderão deixar novas pistas sobre inflação e, consequentemente, sobre a evolução dos juros do outro lado do Atlântico. 

Assim, os investidores seguem com alguma cautela na negociação. O Stoxx600, que agrega as 600 maiores cotadas europeias, está a perder 0,02% para 376,55 pontos, numa altura em que os índices variam entre ganhos de 0,32% (do espanhol IBEX) e perdas de 0,20% (do alemão DAX).
 
No mercado nacional, o PSI-20 sobe 0,15%, numa altura em que a Altri é a cotada deste índice que mais se destaca, ao subir mais de 2%, depois de reportar um aumento de lucros e da proposta de dividendos que vai distribuir pelos seus accionistas. 

Juros com ganhos ligeiros
As taxas de juro estão a registar subidas ligeiras na generalidade dos países europeus, a reflectir os desenvolvimentos em torno do Banco Central Europeu (BCE). Apesar de o presidente da autoridade, Mario Draghi, ter salientado que não há mudanças na política monetária para já, os investidores estão mais cautelosos devido à retirada da referência sobre a possibilidade de o BCE voltar a aumentar o programa de compra de dívida. 

A taxa de juro associada à dívida a 10 anos de Portugal está a subir 0,9 pontos base para 1,833%, enquanto a taxa das obrigações alemãs para o mesmo prazo está a aumentar 1 ponto para 0,638%.

Euro em queda após BCE e à espera de dados económicos

O euro segue com uma queda ligeira, num dia em que se aguarda a divulgação de dados económicos nos EUA que poderá ajudar a aumentar ou diminuir a especulação em torno do aumento de juros nos EUA. Um cenário que acaba por penalizar o euro face ao dólar, já que actualmente o preço do dinheiro nos EUA já é mais elevado. E as declarações de ontem de Draghi reiteram a perspectiva de que este diferencial vai aumentar, uma vez que a Reserva Federal (Fed) vai prosseguir com subidas de juros, enquanto na Zona Euro não haverá alterações tão cedo. 
 

Petróleo cai pela segunda semana

Os preços do petróleo estão a subir nesta sessão, o que não é suficiente para anular as quedas acumuladas ao longo da semana. A contribuir para a queda estiveram sobretudo os receios dos investidores em torno da imposição de tarifas sobre importações por parte dos EUA. 

Ouro cai com subida do dólar
A disponibilidade dos líderes da Coreia do Norte e dos EUA se encontrarem reduziu os receios dos investidores em torno de questões geopolíticas, o que tende a diminuir a corrida aos activos de refúgio, como o caso do ouro. 




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comentários mais recentes
Anónimo 09.03.2018

Andavam todos os "inteligentes", com cérebro, "credibilidade" (mesmo nos EUA) a grunhir insultos (nas costas dos outros vejo as minhas, diz o povo)contra o Trump, e agora que decidiu acabar com a mama chinoca (dada pelo mafioso Bill) e UE e defender os empregos e salários EUA, desatam aos gritos!

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