Mercados num minuto Abertura dos mercados: Tensões geopolíticas voltam a condicionar negociação

Abertura dos mercados: Tensões geopolíticas voltam a condicionar negociação

As bolsas europeias iniciaram a sessão com oscilações muito ligeiras, numa altura em que os investidores estão a tentar perceber como vai evoluir a questão em torno da Síria. O petróleo está a cair mais de 1%, a aliviar de máximos, enquanto o alumínio está a prolongar as subidas recorde registadas na semana passada.
Abertura dos mercados: Tensões geopolíticas voltam a condicionar negociação
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,08% para 5.473,01 pontos

Stoxx 600 sobe 0,09% para 379,54 pontos

Nikkei valorizou 0,26% para 21.835,53 pontos 

"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 2,5 pontos base para 1,679%

Euro ganha 0,08% para 1,2340 dólares

Petróleo cai 1,64% para 71,39 dólares por barril

 

Bolsas condicionadas por tensão geopolítica

No sábado de madrugada os EUA, Reino Unido e França atacaram três alvos na Síria, o que elevou os receios em torno da tensão geopolítica e das suas consequências. Ainda assim, a expectativa é de que a tensão não escale, o que está a travar o pessimismo entre os investidores. O Stoxx600, que agrega as 600 maiores cotadas europeias sobe 0,09%, num arranque de sessão marcado por oscilações muito pouco definidas. 

Na bolsa nacional, o PSI-20 recua 0,08%, pressionado sobretudo pelo sector da energia, com o grupo EDP e a Galp a descerem. O arranque da sessão foi também marcado por um problema técnico que impediu que se percebesse a evolução das bolsas da Euronext, entre as quais está a bolsa nacional. 

Juros da dívida sobem

A expectativa de que a tensão geopolítica não se agrave está a fazer com que a procura por activos de risco aumente, ao mesmo tempo que diminui o apetite por activos considerados mais seguros, como é o caso das obrigações alemãs. E isso traduz-se nos juros: a 'yield' associada às obrigações germânicas a dez anos está a subir 3,3 pontos base para 0,545%.   
Já os juros portugueses estão a subir 2,5 pontos para 1,679%, numa semana em que se espera que a Moody's retire o "rating" do país do patamar considerado de "lixo".

  

Dólar cai à espera de desenvolvimentos geopolíticos

A moeda americana está a cair contra as principais divisas internacionais, numa altura em que os investidores tentam perceber o rumo das questões geopolíticas que têm marcado a agenda. A última foi o ataque a três alvos na Síria. E ainda que os investidores estejam a prever que não haverá mais ataques e que a tensão não aumente, esta questão acaba sempre por criar instabilidade no mercado cambial. Isto numa altura em que ainda há, como pano de fundo, a guerra comercial dos EUA, em especial com a China

 

Petróleo alivia de máximos com sinais de subida da produção dos EUA

O petróleo está a desvalorizar mais de 1,5% nos mercados internacionais, aliviando dos máximos de Dezembro de 2014 alcançados na passada sexta-feira. A contribuir para a queda dos preços da matéria-prima estão as preocupações em torno da subida da produção norte-americana, depois de ter sido revelado que o número de plataformas de perfuração em funcionamento nos Estados Unidos atingiu o nível mais elevado em três anos, sugerindo que a oferta norte-americana poderá aumentar para novos recordes.

A par disso, diminuíram os receios de que o conflito no Médio Oriente provoque um colapso no fornecimento, o que se reflecte no alívio das cotações. Nesta altura, o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, cai 1,5% para 66,38 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, recua 1,64% para 71,39 dólares.

 

Alumínio prolonga subidas recorde
O alumínio registou na semana passada a maior subida semanal desde 1987. E esta segunda-feira está a prolongar este desempenho, ao subir mais de 1% para 2.308 dólares por tonelada métrica. A contribuir para a subida expressiva deste material estiveram as sanções aplicadas pelos EUA à Rusal, empresa russa que actua neste mercado. Estas sanções aumentaram os receios de algum problema de fornecimento do mercado, o que fez disparar os preços do alumínio.




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