Mercados num minuto Abertura dos mercados: Travão ao "hard" Brexit anima libra e leva bolsas para máximos de mais de um mês

Abertura dos mercados: Travão ao "hard" Brexit anima libra e leva bolsas para máximos de mais de um mês

As bolsas europeias estão a valorizar cerca de 1%, animadas pela possibilidade de o parlamento britânico travar um Brexit sem acordo. A libra sobe, a prata segue em máximos de três anos, e os juros de Itália em novos mínimos.
Abertura dos mercados: Travão ao "hard" Brexit anima libra e leva bolsas para máximos de mais de um mês
Reuters
Rita Faria 04 de setembro de 2019 às 09:26

Os mercados em números

PSI-20 sobe 1,14% para 4.941,31 pontos

Stoxx 600 ganha 1,06% para 383,85 pontos

Nikkei valorizou 0,12% para 20.649,14 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos avançam 0,5 pontos base para 0,119%

Euro sobe 0,14% para 1,0989 dólares

Petróleo em Londres valoriza 0,34% para 58,46 dólares o barril

 

Bolsas europeias em máximos de mais de um mês

As bolsas europeias seguem em terreno positivo esta quarta-feira, 4 de setembro, animadas pela expectativa de que o parlamento britânico vai travar um Brexit sem acordo. Isto porque será votada hoje uma proposta legislativa que tem como objetivo impedir a saída desordenada do Reino Unido da União Europeia, que deverá implicar um adiamento por três meses da data-limite para o Brexit – de 31 de outubro para 31 de janeiro de 2020.

 

Caso a proposta seja aprovada, e Boris Johnson cumprir as suas ameaças, poderão ainda ser convocadas eleições gerais, isto depois de o chefe do Governo ter perdido ontem a maioria no Parlamento.

 

Nesta altura, o índice de referência para a Europa, o Stoxx600, ganha 1,06% para 383,85 pontos, o valor mais alto desde 2 de agosto.

 

Por cá, o PSI-20 sobe 1,14% para 4.941,31 pontos, animado sobretudo pelo BCP e pela EDP, com valorizações de praticamente 2%.

 

Juros de Itália atingem novo mínimo histórico

Os juros da dívida de Itália a dez anos atingiram hoje um novo mínimo histórico depois de os membros do 5 Estrelas terem aprovado a formação de um governo de coligação com o Partido Democrático, evitando assim uma nova crise política no país e a realização de eleições antecipadas, que poderiam resultar na ascensão da Liga.

 

Nesta altura, a yield associada às obrigações italianas a dez anos recua 5,8 pontos para 0,812%, o valor mais baixo de sempre.

 

Esta evolução contraria a tendência de subidas ligeiras na maioria dos países do euro. Em Portugal, os juros a dez anos avançam 0,5 pontos base para 0,119%, em Espanha sobem 1,1 pontos para 0,112% e na Alemanha crescem 2,1 pontos para 0,688%.

 

Libra sobe pela segunda sessão

A perspetiva de que o parlamento britânico conseguirá travar um Brexit sem acordo está a animar também a libra, que valoriza pela segunda sessão consecutiva. Ontem, o parlamento britânico conseguiu voltar a ter mão na agenda da Câmara dos Comuns, permitindo que seja votada, esta quarta-feira, uma proposta legislativa para tentar impedir uma saída da União Europeia sem acordo.

 

Nesta altura, a libra sobe 0,54% para 1,2146 dólares, depois de ter valorizado 0,12% na sessão de ontem.

 

Petróleo sobe com perspetiva de queda das reservas

O petróleo está a negociar em alta nos mercados internacionais, animado pela expectável descida das reservas de crude dos Estados Unidos. Dados da Bloomberg mostram que os inventários terão diminuído em 3,45 milhões de barris na semana passada, dados que serão revelados oficialmente esta tarde pela Administração de Informação de Energia dos EUA.

 

O Brent, transacionado em Londres, avança 0,34% para 58,46 dólares o barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, valoriza 0,56% para 54,24 dólares.

 

Prata em máximos de três anos

A prata está a negociar no valor mais alto dos últimos três anos, num contexto em que os riscos globais continuam a levar os investidores para os ativos considerados mais seguros. Naquela que é a quarta sessão consecutiva de ganhos, a prata valoriza 0,05% para 19,2730 dólares, depois de já ter valorizado 1,7% para 19,5917 dólares, o valor mais alto desde setembro de 2023.

 

Já o ouro, que atingiu máximos de 2013, recua 0,73% para 1.535,85 dólares.

 




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