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Abertura dos mercados: Violência em Hong Kong penaliza Europa e petróleo. Juros espanhóis em máximos de 4 meses

O aumento da violência em Hong Kong está a pressionar as bolsas europeias e o petróleo. Após as eleições, os juros espanhóis continuam a trajetória de subida, alcançando máximos de quatro meses.

Reuters
Tiago Varzim tiagovarzim@negocios.pt 11 de Novembro de 2019 às 09:16
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Os mercados em números
PSI-20 desce 0,15% para os 5.296,93 pontos
Stoxx 600 desvaloriza 0,13% para os 404,9 pontos
Hang Seng perdeu 2,62% para os 26.926,55 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos somam 1,3 pontos base para os 0,333%
Euro sobe 0,07% para os 1,1026 dólares
Petróleo em Londres cede 0,91% para 61,94 dólares por barril

Incerteza em Hong Kong contagia arranque da Europa
As bolsas europeias arrancaram a semana em terreno negativo. O Stoxx 600, o índice que reúne as 600 principais cotadas europeias, está a cair 0,13% para os 404,9 pontos, afastando-se dos máximos de 2015 alcançados recentemente. O setor bancário e o das empresas de matérias-primas são os setores que mais pressionam o índice europeu.

A condicionar a negociação na Europa está o agravamento dos conflitos em Hong Kong. Esta segunda-feira, 11 de novembro, a polícia alvejou um manifestante, o que provocou ainda mais manifestações neste centro financeiro. A tensão na cidade contagiou o índice bolsista que caiu mais de 2% na sessão de hoje. 

Além disso, o presidente norte-americano fez questão de frisar durante o fim de semana que os EUA ainda não tinham um acordo com a China. Donald Trump garantiu que não irá retirar todas as tarifas que introduziu no último ano e meio, apesar de admitir retirar algumas. 

No Reino Unido vão ser divulgados os dados do PIB do terceiro trimestre, os quais vão responder à dúvida sobre se a economia britânica entrou em recessão (ou não) após ter contraído no segundo trimestre deste ano.  

Em Lisboa, o PSI-20 também negoceia em baixa ao perder 0,15% para os 5.296,93 pontos após ter registado a maior subida semanal desde abril. O índice lisboeta está em máximos de meio ano. 

Juros espanhóis e portugueses em máximos de quatro meses
A subida recente das bolsas e a redução da incerteza a nível mundial tem contribuído para a subida dos juros das obrigações soberanas da Zona Euro. Neste momento, no mercado secundário, tanto os juros espanhóis como os portugueses a dez anos estão a negociar em máximos de julho.

Os juros espanhóis a dez anos sobem dois pontos base para os 0,405% - um máximo de meio de julho -, sem reagir de forma significativa aos resultados eleitoral de ontem. A vitória mais curta do PSOE, a recuperação do PP e a subida da extrema-direita foram ao encontro das expectativas. 

Os juros portugueses a dez anos estão a subir 1,3 pontos base para os 0,33%. 

Euro sobe ligeiramente
O euro está a subir 0,07% para os 1,1026 dólares no arranque da sessão. A Bloomberg escreve que a divisa europeia continuará a ter dificuldades para se fortalecer a não ser que a Alemanha avance com um estímulo orçamental mais forte. O euro também deverá ser condicionado esta semana pelos dados do PIB alemão que serão divulgados esta quinta-feira. A dúvida é se a economia alemã entrou mesmo em recessão no terceiro trimestre e se essa é uma tendência que vai ficar.

Petróleo desce quase 1%
O "ouro negro" está a retrair-se dos máximos de sete semanas alcançados na semana passada. Os sinais contraditórios da disputa comercial entre os EUA e a China, assim como o agravamento da violência nos protestos em Hong Kong, estão a afetar o sentimento dos mercados financeiros neste arranque de semana. 

A perspetiva de que haja um acordo comercial parcial entre as duas maiores economias do mundo - o que contribui para haver maior procura por petróleo no futuro - impulsionou o petróleo em mais de 9% desde o início de outubro. 

Os investidores devem agora aguardar com expectativa pela reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) no próximo mês, na qual deverão ser prolongados os cortes de produção correntes.

Na sessão de hoje, o WTI, negociado em Nova Iorque, desvaloriza 0,96% para os 56,69 dólares por barril, ao passo que o Brent, que é transacionado em Londres e que serve de referência para as importações portuguesas, desce 0,91% para 61,94 dólares por barril.

Ouro recupera após maior queda semanal em três anos
O metal precioso está a subir 0,36% para os 1.464,19 dólares por onça, recuperando face às perdas da semana passada em que registou a maior queda semanal em três anos. 

Essa queda foi justificada pelo facto do ouro ser um ativo de refúgio. Numa altura em que os investidores reduziram a aversão ao risco, o ouro ficou penalizado. 

Mais desenvolvimentos na frente comercial ou dados económicos sobre os EUA e a China poderão influenciar a negociação do ouro nas próximas sessões, escreve a Bloomberg.
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