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Abertura de mercados: Grécia continua a condicionar investidores

Alexis Tsipras apresentou o seu programa de Governo este fim-de-semana, tendo reiterado as ideias que defendeu ao longo das últimas semanas: é preciso dar mais tempo à Grécia. O Executivo defende um empréstimo de transição. Os investidores estão receosos em relação ao futuro deste país e da Zona Euro.

Investidores reagem com alguma apreensão ao resultados das eleições na Grécia no início da sessão
Reuters
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 09 de Fevereiro de 2015 às 07:59
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Alexis Tsipras apresentou este domingo no Parlamento grego o programa de Governo. Num discurso em que prometeu manter-se fiel às propostas eleitorais, Tsipras reiterou que a Grécia não vai pedir um novo prolongamento do actual programa de ajuda externa, que termina a 28 de Fevereiro, mas sim um acordo de transição para os próximos quatro meses.

 

Estas ideias continuam a deixar os investidores receosos e isso é reflectido na negociação das bolsas e dos juros. As taxas de juro implícitas nas obrigações a 10 anos gregas estão a subir 19 pontos base para 10,29%, as portuguesas estão a avançar 7 pontos para 2,48% e as espanholas 4 pontos.

 

Os futuros dos índices bolsistas europeus estão em queda, com os investidores expectantes em relação ao desenlance das negociações entre a Grécia e os congéneres europeus, depois de na semana passada os responsáveis gregos terem feito um périplo pela Europa, tendo estado reunido com diversos congéneres com o intuito de encontrar uma solução para o país que represente mais tempo, sem mais austeridade, para a Grécia.

 

Na Ásia a tendência foi de perdas, depois dos dados da balança comercial divulgados pela China. As importações registaram a maior queda em cinco anos, enquanto as exportações caíram inesperadamente. Estes dados aumentam os receios em torno da recuperação da economia chinesa. 

 

Os preços do petróleo seguem sem uma tendência definida, com o barril do West Texas Intermediate (WTI) a subir 0,41% para 51,90 dólares enqunato o Brent, negociado em Londres e de referência para Portugal, cai 0,19% para 57,69 dólares, depois de na semana passada ter registado a maior subida acumulada de duas semanas nos últimos 17 anos, ao disparar 18%.

 

(Notícia actualizada às 8h20 com mais informação)

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