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Abertura de mercados: UE/Rússia, resultados de empresas e Banco de Inglaterra marcam sessão

Os receios dos investidores em relação às consequências de potenciais novas sanções aplicadas à Rússia no âmbito do conflito com a Ucrânia; os resultados de empresas como a Microsoft e a Apple e a divulgação das minutas do Banco de Inglaterra são os principais focos da sessão desta quarta-feira.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 23 de Julho de 2014 às 07:56
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Os investidores estão de olhos postos nos desenvolvimentos em torno da Rússia e da Ucrânia, depois da tensão ter aumentado naquela região após ter sido abatido um avião da Malyasia Airlines. A União Europeia ameaçou, na terça-feira, restringir o acesso da Rússia aos mercados de capital. Apesar de não terem avançado com mais sanções contra a Rússia, os investidores teme que a UE volte a fazê-lo e que a Rússia responda.

 

Este incidente tem marcado as últimas sessões, mas não é o único. A época de apresentação de resultados nos EUA também tem sido determinante. Ontem à noite foi a vez da Microsoft e da Apple revelarem os seus números do segundo trimestre. Os lucros da Microsoft caíram 7% para 4,61 mil milhões de dólares, o que ficou aquém das estimativas dos analistas consultados pela Bloomberg. A contribuir para esta evolução esteve a aquisição da unidade móvel da Nokia, onde cerca de 12.500 empregos serão eliminados.

 

Já a Apple revelou que os seus resultados aumentam em 12%, num trimestre em que se verificou uma escalada das vendas de iPhone. A Apple vendeu 35,2 milhões de iPhones e 4,4 milhões de Macs no seu terceiro trimestre fiscal [terminado a 28 de Junho], o que correspondeu a aumentos homólogos de 13% e 18%, respectivamente.

 

A centrar as atenções estarão também as minutas do Banco de Inglaterra, que serão divulgadas esta quarta-feira. Os investidores tentarão descortinar se os responsáveis do banco central estão mais inclinados para subir a taxa de juro de referência para o país este ano ou não.

 

Os indicadores económicos continuam a ter um papel determinante, e os últimos dados divulgados nos EUA apontam para que a economia esteja a fortalecer-se efectivamente. As licenças para construção de casas aumentaram, bem como as vendas de habitações. Além disso, foi revelada a taxa de inflação abrandou, em Junho. Com os indicadores económicos a demonstrarem alguma robustez na recuperação da economia americana, os investidores temem que a Fed acabe por reduzir os estímulos à economia.

 

Os futuros do S&P500 descem 0,02%, depois de ontem o índice ter renovado o máximo histórico. O ouro também cai, precisamente devido às perspectivas de fortalecimento da economia, com os investidores a deixarem de sentir necessidade de se refugiarem em activos considerados mais seguros. O ouro desce para 1.307 dólares por onça no mercado de Singapura, de acordo com a Bloomberg.

 

Em queda está também o petróleo, depois de ter sido revelado um relatório da indústria que mostra que os fornecimento de gasolina nos EUA aumentou, isto numa altura em que o consumo deste combustível tende a aumentar devido ao fluxo de viagens que marca esta época do Verão. O West Texas Intermediate (WTI) desce 0,25% para 102,13 dólares por barril. Já o Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, cai 0,10% para 107,22 dólares.

 

Do lado oposto estão as bolsas asiáticas, a beneficiar da expectativa em torno da economia chinesa e americana. O índice MSCI Ásia Pacífico sobe 0,4%.

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