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Abertura dos hipermercados ao domingo é "positivo" se as câmaras deixarem

A transferência da decisão sobre a abertura de hipermercados ao domingo é "potencialmente positiva" para a Sonae e "neutral" para a Jerónimo Martins.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 22 de Julho de 2010 às 11:14
Os analistas do BPI dizem que a ser apresentada e implementada , esta proposta poderá reflectir-se num crescimento de 1% a 2% das vendas no retalho de alimentação do Continente, dependendo “de como as receitas dos supermercados Modelo sofrem com o facto de os hipermercados estarem abertos aos domingos e feriados”. O retalho de alimentação conta para cerca de 50% das vendas dos hipermercados da Sonae SGPS.

O governo prepara-se para passar a decisão da abertura dos hipermercados ao domingo para os municípios, que decidirão as horas a que os hipermercados poderão estar abertos, aos domingos e feriados, nos meses entre Janeiro e Outubro (já que nos restantes já estão abertos para a época natalícia).

A equipa de analistas do BPI refere que “não sabemos como o municípios vão reagir a esta decisão”, mas “o cenário mais provável” é o de que deixem as lojas abrir, porque essa medida terá um impacto positivo no emprego.

Já no caso da Jerónimo Martins, o impacto deverá ser “neutral”, diz a Iberian Daily desta manhã. É que os hipermercados Feira Nova contam apenas para 4% das suas receitas consolidadas e a empresa tem vindo a converter os hipermercados em supermercados Pingo Doce. Portanto, ainda que os hipermercados beneficiem, as unidades Pingo Doce “poderão sofrer de mais ligeiramente mais competição nesse período”.

A nota de hoje refere ainda que as actividades de retalho da Sonae contam para cerca de 60% da sua avaliação para a cotada, enquanto o retalho português conta para 11% da sua estimativa de valor da Jerónimo Martins.

A casa de investimento tem recomendações de “comprar” para as duas cotadas, com um preço-alvo de 9,3 euros para a Jerónimo Martins e de 1,25 euros para a Sonae SGPS.

As acções da cotada liderada por Pedro Soares dos Santos depreciam 1,65% para 8,235 euros, enquanto as da cotada liderada por Paulo Azevedo progridem 0,13% para 0,794 euros.

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