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Abertura dos mercados: Bolsas e petróleo no vermelho. Euro em alta

As principais praças europeias estão a negociar em terreno negativo, aliviando das subidas recentes. Os preços do petróleo estão também a desvalorizar nos mercados internacionais. O euro sobe ligeiramente face ao dólar.

Reuters
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Os mercados em números

PSI-20 desce 0,44% para 4.591,52 pontos

Stoxx 600 cai 0,39% para 346,52 pontos

Nikkei desceu 0,32% para 16.754,02 pontos

"Yield" 10 anos de Portugal sobem 1,2 pontos base para 3,382%

Euro soma 0,03% para 1,1211 dólares

Petróleo recua 0,71% para 47,31 dólares por barril em Londres

Bolsas europeias aliviam ganhos
As principais praças europeias encerraram a sessão desta quinta-feira com ganhos expressivos, depois da Reserva Federal dos Estados Unidos ter mantido a sua taxa de referência inalterada no intervalo entre 0,25% e 0,5%. Porém, nesta manhã de sexta-feira, 23 de Setembro, os índice estão a aliviar das subidas recentes, estando assim em terreno negativo. O espanhol IBEX 35 lidera as quedas no Velho Continente, descendo 0,71%, seguido pelo francês CAC40, que perde 0,45%. O PSI-20 cai 0,44%. O Stoxx 600, índice de referência, perde 0,39%.

Na Ásia, o dia foi de ganhos, impulsionados pela valorização do dólar e numa altura em que a cotação do petróleo alivia de máximos de duas semanas. O índice MSCI Ásia Pacífico chegou mesmo a tocar em máximos de duas semanas. Na China, o Shanghai Composite desce 0,28% e o Hang Seng de Hong Kong soma 0,03%. Por outro lado, no Japão o Nikkei encerrou a descer 0,32% e o Topix recuou 0,23%.

Prémio de risco da dívida em máximos de Fevereiro

Os juros das obrigações portuguesas a dez anos apreciam ligeiramente em mercado secundário (somam 1,2 pontos-base para 3,382% na maturidade a dez anos), um dia depois dos avisos do FMI, que questionou as metas do défice e disse que o risco de um segundo resgate é real. O agravamento é partilhado pelos restantes países da periferia do euro. Já o prémio de risco da dívida portuguesa (desempenho face às "yields" da Alemanha) está em máximos de Fevereiro passado, nos 343,2 pontos-base.

Dólar em queda
A moeda norte-americana esteve a perder terreno na última sessão, pressionada pela decisão da Fed de manter inalterados os juros. Esta sexta-feira negoceia sem uma tendência definida. Por esta altura, face ao euro, o dólar cede 0,04% para 0,8918 euros. Face à moeda britânica, o dólar soma 0,35% para 0,7673 libras.

Petróleo recua de máximos de duas semanas

O preço dos barris que negoceiam em Nova Iorque e em Londres abriu a última sessão da semana em queda (de 0,97% para 45,87 dólares no caso do West Texas Intermediate e de 0,71% para 47,31 dólares no Brent), depois dos máximos de duas semanas alcançados esta quinta-feira, após dois dias de reuniões em Viena entre a OPEP e o Irão, terem terminado sem um entendimento em relação a medidas para estabilizar o mercado a braços com excesso de produção. O encontro acontece antes de uma reunião mais alargada de produtores, a 28 de Setembro.

Algodão em queda na expectativa de produção recorde

Os preços do fardo de algodão estão entre os que mais recuam no índice de matérias-primas da Bloomberg depois de notícias que dão conta de que o segundo maior produtor de África, o Mali, está a antever uma produção recorde de 725 mil toneladas este ano devido à chuva abundante. O algodão e o ouro representam 80% das exportações deste país. O preço de cada libra-peso de algodão cai 1,28% para 70,79 dólares.

Destaques do dia

Isabel dos Santos deve ganhar 66 milhões no BPI. O investimento no BPI promete assegurar um ganho de quase 66 milhões a Isabel dos Santos. A empresária deverá vender a sua posição na OPA do CaixaBank com mais-valias, o que, a somar aos dividendos recebidos, eleva a 26% o retorno da aposta no banco.

Governo estuda nova protecção no crédito à habitação. A ideia é recuperar o regime que já existiu mas que, por ter requisitos muito apertados, praticamente não teve aplicação prática. Está em estudo também uma revisão do papel do fiador e novos mecanismos de aconselhamento das famílias em incumprimento

FMI reforça cerco às contas de Costa. O risco de um novo resgate não é iminente mas é real. O último alerta é do FMI que, a três semanas da entrega do Orçamento para 2017, juntou-se aos da Comissão, OCDE e CFP. É preciso uma estratégia consistente, e diferente. E mais austeridade, neste ano e nos próximos.

Estímulos do BCE estão a funcionar mal em Portugal. O programa de compra de dívida pública do BCE fez muito pela flexibilização da necessária consolidação orçamental em Portugal, mas pouco pelo crescimento. Esta é a conclusão de uma análise do FMI publicada juntamente com a avaliação anual à economia nacional.

Carlos Miguel: "Câmaras devem parar de financiar fundo de emergência em 2017". O Governo quer que as câmaras deixem de estar obrigadas a financiar o Fundo de Apoio Municipal. A ideia é que passe a ser a banca a emprestar o dinheiro às autarquias que precisem de apoio.


O que vai acontecer hoje

Indicadores em Portugal. O INE divulga Contas Nacionais Trimestrais por Sector Institucional, no segundo trimestre.

Números na indústria. É divulgada a actividade industrial, na Zona Euro, medida pela Markit, relativa a Setembro.

Dados económicos nos EUA. É divulgado o índice PMI para a indústria, relativo a Setembro.

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