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Abertura dos mercados: Bolsas europeias com sentimento misto. Euro e petróleo avançam

Regista-se grande volatilidade nas bolsas europeias esta manhã, num dia marcado pela contracção da indústria chinesa pelo sétimo mês consecutivo. O euro segue a subir apesar da volatilidade dos mercados “empurrar” os investidores para o dólar e o petróleo sustenta ganhos face às expectativas de uma redução das reservas norte-americanas.

Reuters
Inês F. Alves inesalves@negocios.pt 23 de Setembro de 2015 às 08:41
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Os mercados em números

PSI-20 recua 0,11% para 5.005,64 pontos

Stoxx600 sobe 0,31 para 347,76 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recua 2,5 pontos base para 2,576%

Euro avança 0,21% para 1.1143 dólares

Petróleo avança 0,20% para 49,18 dólares em Londres

 

As bolsas europeias com sentimento misto

As bolsas europeias seguem esta quarta-feira sem uma tendência definida. O Stoxx600 segue a somar 0,31% para 347,76 pontos, enquanto as restantes praças europeias registam perdas. O espanhol IBEX cai 0,09% para 9.541,30 pontos, tal como o PSI-20, que cai 0,11% para 5.005,64 pontos, e o AEX de Amesterdão, que recua 0,22% para 419,07 pontos. A contrariar esta tendência em em linha com o Stoxx 600 está o germânico DAX, que avança 0,14% para 9.584,47.

O principal índice nacional abriu esta manhã com 10 cotadas em queda, sete em alta e uma inalterada, sendo pressionado sobretudo pela Galp, BCP e pelos CTT.                

 

Juros descem 

A "yield" das obrigações portuguesas a 10 anos está a cair 2,5 pontos base para 2,576%, em linha com os juros da dívida espanhola, que recuam 2,2 pontos base para 1,933%. Já as taxas de juro alemãs somam 0,1 pontos-base para 0,592%.

 

Euro recupera

O euro avança 0,21% para 1,1143 dólares, a recuperar de parte das perdas recentes, depois do presidente da Fed de Atlanta, Dennis Lockhart, dizer que está confortável com a possibilidade de a autoridade dos EUA aumentar as taxas de juro ainda este ano. A moeda americana está também a ser sustentada pela volatilidade dos mercados. "Temos algum fortalecimento do dólar, o que pode estar relacionado com a Fed, mas também por causa da aversão ao risco", assinalou Imre Speizer, analista do Westpac Banking, citado pela Bloomberg.

 

Petróleo sobe à espera das reservas
O petróleo negociado em Londres, referência para a Europa avança 0,20% para 49,18 dólares por barril, já o West Texas Intermediate sobe 0,41% para 46,55 dólares por barril. Apesar da pressão causada pela contracção da indústria chinesa – o segundo maior consumidor de petróleo - pelo sétimo mês consecutivo, para o valor mais baixo em seis anos, a matéria-prima está a ser impulsionada pela expectativa de uma redução das reservas norte-americanas, pela segunda semana consecutiva. "Esperamos uma queda nas reservas norte-americanas e isso deverá colocar o mercado de novo no rumo certo", disse Jonathan Barrat, analista da Ayers Alliance Securities, citado pela Bloomberg. A acrescentar a isto está o facto de a contracção chinesa não surpreender os mercados. "Não estamos a ver uma queda de 4% ou 5% que seria expectável se isto fosse uma surpresa para o mercado", aponta Michael McCarthy, analista da CMC Markets.

 

Ouro em queda à espera de Yellen

A matéria-prima cai 0,2% para 1,122,03 dólares por onça, numa altura em que os investidores aguardam com expectativa o discurso desta quinta-feira de Jannet Yellen, presidente da Reserva Federal dos EUA (Fed), em Massachusetts. A intervenção de Yellen não está aberta para questões, pelo que depende da presidente da Fed decidir ou não guiar as expectativas dos investidores e esclarecer se ela própria está entre os 13 dos 17 responsáveis da Reserva Federal que consideram apropriado um aumento das taxas de juro ainda este ano, escreve a Bloomberg. "Activos como o ouro ainda são caros e é provável que sofram se as taxas de juros nos EUA subirem, se o dólar continuar forte", explica Manpreet Gill, analista da Standard Chatered. O ouro não paga juro, pelo que se torna menos atractivo para os investidores que, perante a volatilidade dos mercados, tendem a investir, por segurança, no dólar.

 

Destaques do dia

Tsipras mantém Tsakalotos à frente das Finanças gregas - Alexis Tsipras, reeleito no dia 20 de Setembro como primeiro-ministro da Grécia, já formou o seu novo governo de coligação, uma vez mais com os Gregos Independentes (Anel), e manteve Euclid Tsakalotos à frente do Ministério das Finanças.

Emissões da VW intoxicam fabricantes europeias - O sector automóvel está a ser ensombrado pela nuvem de fumo dos motores da marca alemã. O medo dos investidores quanto a uma prática idêntica por parte de outras já custou mais do que a bolsa nacional às maiores fabricantes europeias.

Famílias pedem mais dinheiro para a casa com as taxas em queda - Os portugueses têm vindo a pedir mais dinheiro para a compra de casa. Uma evolução que tem aumentado o capital em dívida, mas que procura tirar partido da queda das taxas exigidas pelas instituições financeiras.

Brasil: Investidores atiram real para o "lixo" - A moeda do Brasil acentuou a queda, tocando no valor mais baixo de sempre, pressionada pelo receio dos investidores de um novo corte de "rating". O ministro brasileiro das Finanças vai reunir-se com a Fitch.

Governo brasileiro piora previsões de crescimento e inflação para 2015 - O Governo do Brasil prevê uma queda de 2,44% do produto interno bruto (PIB) do país e uma inflação de 9,29% em 2015, segundo um documento oficial divulgado na terça-feira e que será apresentado ao Congresso.

Operadoras unidas contra o fim do roaming - Os presidentes executivos da Nos, Vodafone e da Meo  uniram-se para alertar sobre o impacto que o fim do roaming pode trazer para o sector. E relembram os investimentos que já foram feitos para encontrar soluções.

Novo grupo 4H compra mais quatro unidades de saúde - O dono do Hospital de S, Gonçalo, em Lagos, da farmacêutica Tecnifar e da empresa de imagiologia IMAG, chama-se agora grupo 4H, factura 40 milhões de euros e vai fazer mais quatro a seis aquisições este ano.

 

O que vai acontecer hoje

Banco de Portugal. Sinopse de Actividades de Supervisão Comportamental.

 

EUA. Administração de Informação de Energia dos EUA publica relatório sobre reservas petrolíferas.

 

Zona Euro. Índice PMI da Markit, em Setembro [anterior: 54,3 pontos; estimativa: 54 pontos].

 

Alemanha. Índice PMI da Markit [anterior 55, pontos; estimativa: 54,6 pontos].

 

INE. Contas nacionais, em 2013 e Procedimento dos Défices Excessivos, em 2015.

 

INE. Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação, em Agosto.

 

BCE. Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu, participa na comissão de Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu. 

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