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Abertura dos mercados: Euro em alta após decisão do banco central da Suíça

Depois de ontem o Banco da Suíça ter decidido deixar de ter como objectivo uma taxa de câmbio mínima de 1,20 francos suíços por euro, a moeda única desvalorizou fortemente face à moeda helvética. Porém, esta sexta-feira a divisa da Zona Euro está já a recuperar.

Bloomberg
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 16 de Janeiro de 2015 às 08:01
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O euro está, esta sexta-feira 16 de Janeiro, a ganhar algum terreno face ao franco suíço, corrigindo assim das fortes perdas registadas na sessão desta quinta-feira. Por esta altura, o euro sobe 4,85% para 1,02 francos suíços. Em relação à moeda norte-americana, o euro está também a valorizar, ainda que registando uma subida menos expressiva – soma 0,10% para 1,1644 dólares.

 

Esta quinta-feira, 15 de Janeiro, a autoridade monetária da Suíça decidiu deixar de ter como objectivo uma taxa de câmbio mínimo de 1,20 francos suíços por euro. O banco central da Suíça decidiu em 2011 adoptar medidas para impedir uma forte valorização do franco face ao euro, temendo que esta variação cambial representasse uma forte penalização para as exportadoras do país. Agora, perante a tendência negativa do euro e a expectativa de mais quedas devido ao programa de compra de dívida pública que o BCE deverá anunciar na próxima semana, o banco central suíço desistiu desta ligação do franco ao euro.

 

"O franco suíço permanece em níveis elevados, mas a sobrevalorização diminuiu desde a introdução de uma taxa de câmbio mínima", justificou o banco central suíço num comunicado ao mercado, acrescentando que "a economia suíça foi capaz de se adaptar neste período a uma nova situação".

 

Esta decisão da autoridade monetária helvética marcou também a sessão na Ásia. O MSCI Ásia Pacífico desce 0,5%. Já as praças japonesas registaram uma queda mais profunda. O Nikkei desceu 1,43% e o Topix recua 0,93%.

 

Por outro lado, em alta estão os preços do petróleo. O West Texas Intermediate soma 0,76% para 46,60 dólares por barril e o Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações europeias, soma 0,68% para 48,60 dólares por barril. Esta quinta-feira, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) cortou as estimativas da procura pelo seu petróleo este ano - que está já no nível mais baixo dos últimos 12 anos – e prevê que a queda continuada dos preços vai abrandar o crescimento da produção nos Estados Unidos.

 

Segundo o relatório mensal do cartel, a procura pelo petróleo produzido pela OPEP será, em média, de 28,8 milhões de barris por dia este ano, menos 100 mil barris do que o previsto no mês passado. Em relação à produção de petróleo nos Estados Unidos, a OPEP admite que continuará a crescer, mas a um ritmo mais lento do que previram anteriormente. Segundo a OPEP, a produção norte-americana no próximo ano será de 13,81 milhões de barris por dia, o que compara com a estimativa anterior de 13,72 milhões.

 

A marcar o dia nos mercados está também a inflação na Alemanha, a maior economia da Zona Euro. De acordo com o Financial Times, a inflação foi de 0,2% em Dezembro de 2014 face ao mesmo período do ano anterior.

 

Os investidores deverão estar ainda atentos nesta sexta-feira à divulgação de alguns resultados de empresas, como é o caso da Goldman Sachs. Além disso, a Moody’s deverá pronunciar-se sobre o "rating" de alguns países.

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