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Abrandamento dos EUA e vitória de Sarkozy em França impulsionam moeda europeia

A moeda europeia segue a valorizar face dólar, pelo segundo dia consecutivo, devido aos sinais de abrandamento da economia norte-americana e à possibilidade da Reserva Federal (Fed) assinalar ainda esta semana uma descida da taxa de juro do país.

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 07 de Maio de 2007 às 11:29
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A moeda europeia segue a valorizar face dólar, pelo segundo dia consecutivo, devido aos sinais de abrandamento da economia norte-americana e à possibilidade da Reserva Federal (Fed) assinalar ainda esta semana uma descida da taxa de juro do país.

O Banco Central Europeu (BCE) também vai estar reunido esta quinta-feira e as previsões indicam que Jean-Claude Trichet vai assinalar uma nova subida da taxa de juro para o próximo de Junho.

O euro [eur] segue a ganhar 0,13% para os 1,3609 dólares.

"Está a ser difícil impulsionar o dólar", diz Carsten Fritsch, analista do Commerzbank. "A economia dos Estados Unidos está a perder o ‘momentum’ e isso pode levar a Fed a baixar a taxa de juro", explica Fritsch.

Nos últimos dois anos, o dólar já perdeu 3,4% para o valor mais baixo em dez anos. Mas de acordo com as previsões de Kenneth Rogoff, economista-chefe do Fundo Monetário Internacional e de Jay Bryson, economista do Wachovia, a divisa norte-americana poderá desvalorizar mais 10% até ao final de 2008. "A queda do dólar poderá durar anos", prevê Bryson.

De acordo com os dados do FMI, em 2007 a economia dos Estados Unidos vai crescer ao ritmo mais lento desde 2001 face à Zona Europa e dos últimos 16 anos face ao Japão. As previsões indicam para uma expansão de 2,2% do produto interno bruto (PIB) dos EUA, o que compara com os 3,3% registados em 2006.

Na Zona Euro, as estimativas apontam para um crescimento de 2,3%. A expansão e da inflação nos 13 países que partilham o euro, poderá levar o BCE a subir a taxa de juro novamente em Junho. Yves Mersch, membro da autoridade monetária da Zona Euro, afirmou no passado dia 6 de Maio que o abrandamento da inflação, previsto pelo banco, parece já ter parado.

A impulsionar a moeda europeia, que desde o início do ano já valorizou 3,1% está também a vitória de Nicolas Sarkozy nas presidenciais francesas. "A eleição de Sarkozy pode ser um sinal de estabilidade", diz Tobias Davis da Custom House Global Foreing Exchange.

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