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Acções da Pandora perdem três quartos do valor em três meses

A fabricante de pulseiras recuou mais do que os bancos gregos ou que o BCP no terceiro trimestre.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 30 de Setembro de 2011 às 20:07
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A Pandora cedeu mais de 75% do seu valor no terceiro trimestre do presente ano. A empresa não conseguiu recuperar após a demissão do administrador executivo e depois de dizer que as suas receitas não iriam aumentar este ano.

Quando começou o terceiro trimestre, os títulos da Pandora cotavam nas 161,60 coroas dinamarquesas. Hoje, as acções encerraram nas 37,30 coroas. Uma desvalorização de 76,92%.

Para este desempenho negativo da criadora de jóias contribuiu principalmente o dia 2 de Agosto, em que as acções afundaram 66%. Nesse dia, o administrador executivo, Mikkel Olesen, demitiu-se com “efeitos imediatos”. O “chairman”, Allan Leighton, criticou a política de aumento de preços imposta pelo CEO na mesma altura.

Até hoje, continua em funções interinas como CEO o membro do conselho de administração Marcello Bottoli.

Além disso, também a 2 de Agosto, a companhia anunciou que não iria registar uma subida de receitas em 2011. Anteriormente, previa um crescimento de 30%.

A fabricante de pulseiras e de contas para essas mesmas pulseiras estreou-se em bolsa com as acções nas 210 coroas dinamarquesas, em Outubro de 2010. A capitalização bolsista de então era de 27 mil milhões de coroas (5 mil milhões de euros).

O valor de mercado de hoje é de 4,8 mil milhões de coroas (887 milhões de euros). Acumula, portanto, uma perda de 82% desde que está em bolsa.

A dinamarquesa liderou os deslizes no Stoxx Europe 600, índice que reúne 600 empresas europeias. A fabricante de pulseiras perdeu mesmo mais que os bancos gregos ou que o português BCP, que cederam também mais de metade do seu valor, penalizados pela crise da dívida europeia.

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