Bolsa Accionistas do BES podem vender acções fora de bolsa

Accionistas do BES podem vender acções fora de bolsa

A suspensão da negociação de acções do BES só diz respeito às movimentações em bolsa. Fora do mercado, continua a ser possível a transacção de títulos do banco. O regresso à negociação em bolsa do BES pode acontece quando estiver definida a forma de eventual indemnização dos accionistas.
Accionistas do BES podem vender acções fora de bolsa
Reuters
Diogo Cavaleiro 06 de outubro de 2014 às 19:08

Não é possível trocar acções do Banco Espírito Santo na Bolsa de Lisboa. Nem na praça nacional nem em qualquer outro espaço do mercado regulamentado, que esteja sob vigilância de algum regulador. Mas é possível transaccionar títulos do BES fora do mercado regulamentado, ou seja, com acordos entre comprador e vendedor.

 

"Não é necessária qualquer autorização por parte da CMVM para operações de compra e venda fora de mercado que envolvam as acções do BES", refere o regulador do mercado de capitais num esclarecimento publicado esta segunda-feira, 6 de Outubro.

 

Os accionistas do BES – que passaram a accionistas do veículo financeiro que ficou com os activos problemáticos daquele banco – poderão tentar alienar as suas acções. Só que a operação terá sempre de ser feita fora de bolsa. E com venda a quem tenha interesse em adquirir aqueles títulos.

 

Isto porque, em bolsa, ou seja, no mercado regulamentado, continua a estar suspensa a negociação das acções do BES, algo que foi decidido pela CMVM a 1 de Agosto.  "As acções do BES permanecerão suspensas até à divulgação de informação relevante e segura sobre o emitente", aponta o regulador no esclarecimento. Essa informação é especificada pela CMVM: tem que ver com o processo de determinação do valor da indemnização eventualmente devida aos accionistas do BES.

 

Suspensão que não é extensível a negócios "de compra e venda fora de bolsa". Não se sabe se é um dos casos mas a gestora de activos norte-americana BlackRock, por exemplo, realizou uma operação de venda a 14 de Agosto (já depois da resolução aplicada ao BES e à suspensão da negociação em mercado regulamentado), em que alienou cerca de 1,91% direitos de voto da instituição. Uma operação feita fora do mercado regulamentado que, apesar das tentativas do Negócios, nunca foi explicada.

 

ESFG também pode ser transaccionado fora de bolsa

 

Além do BES, o regulador também se pronuncia sobre o Espírito Santo Financial Group, sociedade através do qual o Espírito Santo controlava 20% do BES. O ESFG solicitou a suspensão da negociação dos seus títulos em Lisboa e no Luxemburgo, onde está sedeado, devido às "dificuldades materiais a decorrer no seu maior accionista, a Espírito Santo International e a exposição do ESFG a esta companhia".

 

Desde 10 de Julho que os títulos estão suspensos no mercado regulamentado. E, tal como no BES, essa suspensão diz respeito apenas a transacções em bolsa. "A suspensão de negociação de acções do ESFG abrange apenas a negociação destes instrumentos em mercado regulamentado, não sendo extensíveis a negócios de compra e venda fora de mercado".

 

No caso do ESFG não é explicado quando é que a reversão da suspensão poderá acontecer. Sabe-se que o Tribunal do Comércio do Luxemburgo rejeitou o pedido para que esta sociedade entrasse em gestão controlada, uma espécie de protecção de credores. O que quer dizer que, neste momento, não se encontra protegida de eventuais acções judiciais impostas por aqueles a quem deve.




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