Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Accionistas da Renováveis devem procurar "relação de longo-prazo" já que "as acções não são certificados de aforro"

A EDP Renováveis protagonizou o maior IPO do ano, na Europa, mas é em Lisboa que a empresa se tem destacado, pela negativa. As acções tiveram uma estreia em queda e a tendência mantém-se, com os títulos a perderem 20% desde a entrada em bolsa. António Mexia justifica a queda com a conjuntura e defende que os accionistas devem procurar uma relação de longo-prazo já que as acções não são certificados de aforro .

Paulo Moutinho 30 de Julho de 2008 às 07:09
  • Assine já 1€/1 mês
  • 13
  • ...
A EDP Renováveis protagonizou o maior IPO do ano, na Europa, mas é em Lisboa que a empresa se tem destacado, pela negativa. As acções tiveram uma estreia em queda e a tendência mantém-se, com os títulos a perderem 20% desde a entrada em bolsa. António Mexia justifica a queda com a conjuntura e defende que os accionistas devem procurar uma “relação de longo-prazo” já que “as acções não são certificados de aforro”.

Se José Penedos, presidente executivo da REN, surpreendeu ao afirmar, aquando da entrada da empresa que lidera na bolsa, que “a REN é para as pessoas guardarem. É para as famílias investirem como se fosse um fundo de pensões". António Mexia, , presidente do conselho de administração da Renováveis, veio ontem lembrar aos investidores, nomeadamente os pequenos, que “nenhuma acção é um certificado de aforro. É uma acção, por definição”.

Como tal, esta sujeita as variações dos mercados. “Todas as empresas cotadas estão no mercado. E as empresas, depois do IPO, não ficam ali numa redoma a parte. A evolução dos mercados, em particular dos mais pequenos, mais periféricos, como o da Irlanda Grécia e Portugal, sofrem mais em momentos de contracção e o que acontece é que a empresa, estando no mercado, tem as consequências de lá estar dentro. Sofre”.

E a EDP Renováveis tem sido bastante penalizada. “Esta acção comportou-se melhor do que a maioria das acções. Comportou-se melhor que o índice e que a maioria das acções”, defendeu António Mexia. Certo é que para quem comprou os títulos da Renováveis na oferta pública de subscrição (OPS) o que interessa é o desempenho das acções, da própria empresa.

Os títulos terminaram a sessão de ontem estáveis nos 6,40 euros. No entanto, cada acção foi vendida a 8,00 euros, valor esse que serviu também de referência para a estreia da nova cotada no mercado. Desde então, os títulos já perderam 20% do seu valor, isto apesar dos analistas avaliarem a empresa bem acima da actual cotação. São já oito os analistas que seguem a EDP Renováveis. O Santander tem a avaliação mais elevada, de 9,50 euros.




Actual cotação valoriza a “zero o potencial de crescimento”

“O valor actual a que a EDP Renováveis está em bolsa transmite basicamente o valor dos activos que estão em operação hoje. Valorizando praticamente a zero o potencial de crescimento. A companhia é uma companhia que tem um forte crescimento. Mas isso também é típico dos mercados com maior volatilidade e dos mercados em que os investidores estão mais receosos”, salientou António Mexia.

O responsável adiantou que, apesar da queda da cotação, “os fundamentais [da empresa] não fizeram senão fortalecer-se e a capacidade de entregar [valor aos accionistas] também” como, segundo o próprio, foi visível nas contas apresentadas ontem em que a EDP Renováveis revelou lucros de quase 50 milhões no semestre, valor que superou a média das estimativas dos analistas.

Neste sentido, Mexia voltou a lembrar aos investidores a necessidade de pensarem as suas aplicações como investimentos de longo-prazo. “ Se as pessoas acreditam nos fundamentais, nesta companhia, é procurar uma relação de longo-prazo. Não houve absolutamente nada que deteriora-se o enquadramento [da EDP Renováveis dado aquando do IPO], a não ser o mercado de capitais”, destacou.

Ver comentários
Outras Notícias