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Acções da Impresa disparam mais de 9% para máximo desde 2001 (act2)

As acções da Impresa atingiram hoje uma valorização máxima de 9,6%, para um máximo desde Março de 2001, nos 4,91 euros, depois da empresa ter ontem anunciado que iniciou negociações com o Banco BPI, com vista a comprar a posição de 41,366% que banco detém

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 12 de Novembro de 2004 às 15:12
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As acções da Impresa atingiram hoje uma valorização máxima de 9,6%, para um máximo desde Março de 2001, nos 4,91 euros, depois da empresa ter ontem anunciado que iniciou negociações com o Banco BPI, com vista a comprar a posição de 41,366% que banco detém no capital da SIC. O BPI, caso o negócio seja efectuado com desconto, pode subir o preço-alvo da empresa para 6,17 euros.

Os títulos da empresa liderada por Pinto Balsemão valorizavam 9,15%, para 4,89 euros, depois de terem chegado a cotar nos 4,91 euros, a que corresponde o valor mais elevado em mais de três anos e meio. Caso esta operação se concretize, a companhia de Pinto de Balsemão poderá subir a participação na estação de televisão para mais de 90%.

A Impresa, através da sua participada Soincom, controla já 51% do capital da SIC, que é o seu activo mais valioso. Os restantes cerca de 8% estão na posse de pequenos accionistas.

O BPI tinha reforçado a sua posição no capital da SIC em Novembro do ano passado, comprando os 15% detidos pelos brasileiros da Globo por um total de 20 milhões de euros.

A Impresa, caso passe a controlar mais de 90% da SIC, pode assim reflectir nos seus resultados os lucros da SIC em maior proporção. A Impresa nos primeiros nove meses do ano, teve lucros de 2,26 milhões de euros, enquanto os resultados líquidos da SIC foram de 12,38 milhões de euros.

BPI avalia SIC em 513 milhões de euros mas diz que negócio deve ser feito com desconto

O departamento de «research» do BPI afirma que este negócio, se avançar, é positivo para a Impresa.

«Na nossa perspectiva o Banco BPI deve vender esta posição [41% da SIC] com desconto», diz o analista do BPI, Tiago Veiga Anjos, que avança duas razões para a explicar esta previsão.

É que a venda da posição da SIC à Impresa não altera o controlo accionista da estação de televisão, que já é da Impresa e os 41% não são transaccionáveis no mercado, o que reduz a sua liquidez.

«Assumindo um desconto de 20 a 30% aos 513 milhões de euros em que avaliamos a SIC no final de 2005, a Impresa terá de investir entre 147 e 168 milhões de euros», refere a mesma fonte, afirmando que, neste cenário, pode subir o preço-alvo da Impresa para entre 5,92 e 6,17 euros, face aos 5,45 euros actuais.

O banco de investimento do BPI diz ainda que a Impresa tem capacidade financeira para realizar este negócio recorrendo apenas a dívida bancária. No final deste ano, considerando que a Impresa comprava a posição por 168 milhões de euros, a dívida da companhia subiria para 260 milhões de euros.

BCP diz que Impresa pode ter de pagar 205 milhões por 49% da SIC

O Millennium BCP Investimento avalia a SIC em 523 milhões de euros, pelo que «para a Impresa adquirir os remanescentes 49% que não detém (41% do BPI e os restantes minoritários, assumindo que também serão também irão vender neste deal), assumindo um desconto de 20% face à nossa avaliação por ser um ‘stake’ minoritário, a Impresa teria que despender cerca de 205 milhões de euros».

Caso este cenário se concretize, o BCP diz que o impacto positivo para as acções da Impresa é de 0,61 euros, ou 13,5%.

«Poderiam ser traçados outros cenários, mas de qualquer forma parece-nos que poderá ser sempre positivo para a empresa de Pinto Balsemão», refere o BPI.

Já para o BPI, «este deal também deverá ser potencialmente positivo, pois alivia os rácios de capital (no mínimo em 70bp), reduz a exposição ao mercado de capitais e desfaz uma posição ilíquida», diz a mesma fonte.

A Espírito Santo Research avalia a SIC em 556 milhões de euros, enquanto para a UBS diz que a estação de televisão vale 619 milhões de euros, considerando a avaliação dos 51% detidos pela Impresa.

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