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Acções da Media Capital fecham em queda de 3,45% na estreia em bolsa (act.2)

A Media Capital fechou em queda de 3,45% face ao preço de preço de referência da venda das acções da oferta pública de venda (OPV), a marcar 4,20 euros, com cerca de 15% do capital social negociado. Segundo a Euronext Lisbon, as 26,6 milhões de acções que

Pedro Carvalho pc@mediafin.pt 31 de Março de 2004 às 17:03
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A Media Capital fechou em queda de 3,45% face ao preço de preço de referência da venda das acções da oferta pública de venda (OPV), a marcar 4,20 euros, com cerca de 15% do capital social negociado. Segundo a Euronext Lisbon, as 26,6 milhões de acções que resultaram do aumento de capital só serão admitidas à cotação a 5 de Abril.

As acções da Media Capital iniciaram hoje a negociação às 13h30, depois de um período de consolidação de ofertas de 30 minutos.

Depois de terem começado a negociar em linha com o valor de referência de 4,35 euros, as acções da Media Capital [MCP] encerraram em queda de 3,45% para 4,20 euros, com o preço mínimo firmado nos 4,17 euros e o máximo nos 4,40 euros. O preço de fecho avalia a empresa em 348 milhões de euros.

A Media Capital foi o título mais movimentado da bolsa nacional, com um total de 13,07 milhões de acções (cerca de 16% do capital social da empresa) correspondentes a mais de 55 milhões de euros.

Os colaboradores do grupo de Paes do Amaral compraram na OPV 9.130 acções, com um desconto de 3%, ou seja, por 4,22 euros. Estas acções ficarão indisponíveis para negociação durante um período de três meses.

O intervalo estabelecido pela Media Capital na operação pública de venda (OPV) foi de 4,25 a 5,65 euros. O preço de referência fica assim 2,35% acima do limite mínimo, e 23,01% abaixo do limite máximo.

Novas acções admitidas a 5 de Abril

Fonte oficial da Euronext Lisbon disse ao Canal de Negócios que as acções que resultaram do aumento de capital da Media Capital só serão admitidas à negociação a 5 de Abril.

O capital da Media Capital (sem considerar o aumento de capital) fica representado na bolsa por 56.196.419 de acções, sendo que durante 90 dias só serão admitidas 56.187.289 acções. A partir de 5 de Abril, o capital social da empresa ficará representado por 82,7 milhões de títulos. O aumento de capital elevará o capital social da empresa de 5 milhões de euros para 7,45 milhões de euros, tendo cada acção um valor nominal de 0,09 euros.

Limites da variação

Os limites de variação foram fixados em 20% para cima e para abaixo em, relação ao preço de referência, ou seja, entre 3,48 euros e 5,22 euros.

Se o preço de abertura passasse algum dos limites de variação, a acção ficaria reservada durante 15 minutos. O novo preço de referência será o limite de variação, inferior ou superior, dependendo da reserva anterior, sendo os novos limites definidos em +/- 10% em relação ao novo preço de referência.

Logo que seja encontrado um preço de abertura, os limites de variação serão os do respectivo grupo de negociação (P1).

Impresa sobe há cinco sessões consecutivas

As acções da Impresa, a emitente nacional mais comparável em termos de carteira de negócios com a Media Capital, estão a valorizar há cinco sessões consecutivas. A empresa fechou hoje em subida de 1,78% para 4 euros, elevando para 9,59% a valorização acumulada nas últimas cinco sessões de bolsa. O mercado está a avaliar a empresa em 336 milhões de euros.

Este ano, as acções estão mais caras em 14,29%, enquanto a Cofina [COFI] e a PT Multimédia [PTM], outras empresas do sector com exposição à área dos «media», estão mais caras em 23,2% e 16,95%, respectivamente. A Cofina é dona do Canal de Negócios e do Jornal de Negócios.

A 6 de Junho de 2000, ocorria na bolsa de valores de Lisboa uma operação semelhante, com a estreia da Impresa em bolsa. Na altura, a operação de dispersão do grupo liderado por Pinto Balsemão estabeleceu um intervalo de preço entre 9 euros e 10,75 euros, tendo sido o preço de referência fixado nos 10,25 euros.

No primeiro dia de negociação, a empresa esteve a valorizar um máximo de 24,29%, e encerrou em subida de 19,61%. Num ano que acabou por ser negro para o mercado de capitais, a Impresa acabou por fechar 2000 nos 6,013 euros, em queda de 70,46%.

Em 2001 e 2002, a dona da televisão SIC registou quedas de 65,99% e 13,24%, respectivamente, e no ano transacta, aproveitou a subida dos mercados para avançar 97,30%.

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