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Acções da Sonae Indústria sobem no último dia em que negoceiam com direitos

O aumento de capital levou as acções a afundarem 79% em cinco sessões. Esta quinta-feira, no último dia em que estão a negociar com os direitos de subscrição das novas acções, os títulos estão a recuperar ligeiramente.

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As acções da Sonae Indústria estão a negociar em terreno positivo pela primeira vez em seis sessões, com os investidores a entrarem no título para participarem no aumento de capital de 150 milhões de euros que arranca na próxima semana.

 

Os títulos valorizam 4,05% para 7,7 cêntimos, depois de nas últimas quatro sessões terem desvalorizado 79%. Na quinta-feira da semana passada a Sonae Indústria revelou que iria realizar um aumento de capital de 150 milhões de euros, emitindo 15 mil milhões de novas acções com um preço de subscrição de 1 cêntimo cada uma.

 

Nesse dia as acções tinham fechado nos 35,3 cêntimos. Na sexta-feira afundaram 49%, na sessão seguinte deslizaram mais 53,89% e ontem fecharam a valer 7,4 cêntimos, a cotação de fecho mais baixa de sempre.

 

Hoje é o último dia em que as acções da Sonae Indústria negoceiam com os direitos de subscrição do aumento de capital incorporados. A subida das acções na sessão de hoje estará relacionada com o interesse dos investidores em participar na operação.

 

Por cada acção que os investidores tenham em carteira até ao final da sessão de hoje, vão receber um direito de subscrição. Este permite comprar 107,142857142857 novas acções, ao preço de 1 cêntimo cada uma.

 

Um investidor que tenha 1000 acções da Sonae Indústria até ao fecho de hoje, receberá mil direitos, que lhe permitem adquirir 107.142 novas acções. Esta operação representará um investimento de 1.071 euros e elevará a carteira do investidor para 108.142 acções.

 

Na sessão de amanhã, 7 de Novembro, as acções já vão negociar destacadas dos direitos, pelo que vão iniciar a sessão com uma cotação ajustada. Caso as acções fechem hoje com cotação actual, amanhã no arranque da sessão terão um valor teórico de 1,1 cêntimos. Os investidores vêem o valor da acção descer consideravelmente, mas recebem um direito. Este título terá um valor teórico (tendo em conta a cotação actual das acções) de 6,6 cêntimos. Um valor que resulta da diferença entre a cotação das acções antes do ajuste (7,6 cêntimos) e depois do ajuste (1,1 cêntimos).

 

Estes são os valores teóricos das acções e dos direitos, mas vai contudo ser a negociação em bolsa que vai ditar a cotação dos títulos. Os direitos só serão transaccionados em bolsa a partir da próxima terça-feira, 11 de Novembro, dia em que também arranca o período de subscrição das novas acções.

 

O aumento de capital, a concretizar para reduzir o endividamento da empresa, será feito com a emissão de 15 mil milhões de novas acções. Até aqui, o capital da empresa do grupo Sonae é constituído por 140 milhões de títulos. Cada nova acção é emitida a valer 1 cêntimo.

 

A Efanor, de Belmiro de Azevedo, comprometeu-se a ficar com metade do novo capital a ser emitido. Ou seja, vai manter a sua participação maioritária de 51%, caso todas as novas acções sejam subscritas - vai investir até 75 milhões de euros. Se mais ninguém subscrever os novos títulos, passará a ser imputada ao empresário uma participação superior a 90% - o que não a levará a tirar a empresa de bolsa. 

 

 

 

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