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Acções da Yukos caem mais de 21% com a Gazprom a manter intenção de compra

As acções da Yukos deslizaram mais de 21% depois da Gazprom, petrolífera controlada pelo Estado russo, ter anunciado que mantém a intenção de comprar a principal unidade da empresa, desafiando a deliberação de um tribunal dos EUA.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 17 de Dezembro de 2004 às 16:37
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As acções da Yukos deslizaram mais de 21% depois da Gazprom, petrolífera controlada pelo Estado russo, ter anunciado que mantém a intenção de comprar a principal unidade da empresa, desafiando a deliberação de um tribunal dos EUA.

No dia 15 de Dezembro a Yukos colocou-se ao abrigo do regime de falências nos Estados Unidos da América e pediu a um tribunal de emergência para impedir a acção do governo russo de leiloar a Yuganskneftegaz, subsidiária responsável pela produção de 60% do petróleo da Yukos, na próxima segunda-feira.

As acções da Yukos caíam 17,78% para os 0,74 dólares, depois de terem perdido um máximo de 21,11% para os 0,71 dólares.

A juíza norte-americana encarregue do caso, Letitia Clark, bloqueou os bancos que iam financiar a compra por parte da Gazprom, o Deutsche Bank e a JPMorgan Chase. O tribunal dos EUA não tomou nenhuma mediada que proibisse o leilão, e com base nisto a Gazprom anunciou que vai «continuar a trabalhar» para aumentar os fundos, de acordo com o porta-voz da empresa, Sergei Kupriyanov.

O Deutsche Bank e a JPMorgan eram responsáveis pelo financiamento de 10 mil milhões de dólares (7,5 mil milhões de euros) para a Gazprom poder adquirir a Yuganskneftegaz no leilão – elaborado pelo estado russo com o objectivo de recuperar cerca de 20 mil milhões de dólares (15,1 milhões de euros) que a Yukos deve ao fisco.

O bloqueio que o tribunal norte-americano fez às entidades financeiras tem uma validade de dez dias.

Segundo os analistas, a Gazprom vai arranjar forma de completar a venda. A Gazprom «vai ganhar o leilão no Domingo (dia 19 de Dezembro) e mais tarde arranjar maneira de o pagar», afirmou o analista Stephen Dashevsky, acrescentando que o bloqueio às financeiras «só é válido por 10 dias. Se a Gazprom ganhar o leilão, tem duas semanas para pagar».

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