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Acções do BCP valorizam 3,59% e lideram ganhos na Europa

As acções do Banco Comercial Português (BCP) valorizavam 3,59% acima dos 2 euros pela primeira vez desde Janeiro de 2003, liderando os ganhos na banca europeia, enquanto o Banco Espírito Santo (BES) subia para máximos de Março de 2001, ambos a beneficiare

Pedro Carvalho pc@mediafin.pt 18 de Fevereiro de 2004 às 11:05
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As acções do Banco Comercial Português (BCP) valorizavam 3,59% acima dos 2 euros pela primeira vez desde Janeiro de 2003, liderando os ganhos na banca europeia, enquanto o Banco Espírito Santo (BES) subia para máximos de Março de 2001, ambos a beneficiarem de recomendações favoráveis.

O Banco Comercial Português (BCP) [BCP] valorizava um máximo de 3,59% para 2,02 euros, acima do limiar dos 2 euros pela primeira vez desde Janeiro de 2003.

O banco eleva assim para 6,3% a valorização acumulada no decorrer dos últimos quatro dias, e hoje movimentava mais de 14 milhões de acções.

Num estudo divulgado esta semana, os analistas do Santander referem que o BCP tem um «grande potencial» de crescimento, mas a sua actividade está limitada pela fragilidade dos rácios de capital e pelo atraso na venda da unidade de seguros, uma delonga que começa a por em causa a credibilidade da gestão de Jardim Gonçalves.

Apesar de baixar a recomendação do banco para «manter», a casa de investimento espanhola subiu o preço alvo em 10,53%, dos 1,90 euros para os actuais 2,10 euros.

Dos 71 bancos na Europa que fazem parte do Dow Jones Stoxx para a banca, a instituição liderada por Jardim Gonçalves era a que mais valor acumulava hoje, numa altura em que o índice somava 0,06%.

Em relação ao Banco Espírito Santo (BES) [BESNN], que está a negociar a níveis de Março de 2001, o Santander elogia a estratégia da gestão de Ricardo Salgado, enaltecendo o facto do banco estar a concentrar esforços no segmento afluente, ou seja, na gestão direccionada para clientes da classe média/alta.

A massificação das marcas do BCP poderá constituir uma porta aberta para o BES reforçar este segmento, segundo o Santander. A casa espanhola aumentou o preço alvo em 50% para os 16,50 euros. Os valores da instituição bancária subiam 0,5% para os 14,07 euros, dois cêntimos abaixo do máximo da sessão.

O Banco BPI [BPINN] estava igualmente a acompanhar a onda de ganhos no sector, em subida de 0,95% para 3,19 euros, depois da valorização de 3,61% conseguida ontem. O máximo de 2004 foi fixado no dia 19 de Janeiro, nos 2,23 euros.

Segundo o «Iberian Daily» de hoje do Espírito Santo Research (ESR), a valorização do BPI na véspera prendeu-se com rumores de que a La Caixa poderia vir a aumentar ou reduzir a sua actual posição de 16% no capital do banco, de forma a ajustar a actual estrutura de participações financeiras às novas normas internacionais de contabilidade.

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