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Acções do BPI oferecem oportunidade de compra com baixo risco

A JPMorgan reviu em baixa a avaliação para os títulos do BPI, atribuindo-lhes um preço-alvo de 4,00 euros, o que confere às acções do banco um potencial de subida de mais de 14%. A casa de investimento norte-americana considera que depois da forte queda,

Paulo Moutinho 06 de Março de 2008 às 11:04
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A JPMorgan reviu em baixa a avaliação para os títulos do BPI, atribuindo-lhes um preço-alvo de 4,00 euros, o que confere às acções do banco um potencial de subida de mais de 14%. A casa de investimento norte-americana considera que depois da forte queda, as acções do BPI oferecem uma oportunidade de compra, com baixo risco.

"A história do Banco BPI não parece particularmente atractiva de uma perspectiva europeia, dada a nossa visão cautelosa sobre Portugal, e a indefinição em relação aos rácios de capital, com factores externos a aumentarem a volatilidade nos rácios de solvabilidade", afirma a JP Morgan.

Ainda assim, "a queda das acções, em 2008, indica que os actuais preços de mercado têm implícito um cenário mais negativo em termos de rácio de capital e da alienação de parte da sua posição no capital do Banco Fomento de Angola (BFA), provando ser um nível de entrada de baixo risco".

A perspectiva da equipa de "research" liderada por Ignacio Cerezo Olmos é apresentada numa nota de investimento emitida hoje, em que a casa de investimento baixou em 35% a sua avaliação para as acções do BPI, dos 6,20 euros para os actuais 4,00 euros.

Este "target" oferece um potencial de valorização de 14,1% aos títulos, face aos níveis actuais. As acções do BPI [bpin] seguiam a negociar em alta de 2,03%, a cotar nos 3,505 euros.

Para o corte no preço-alvo contribuiu a revisão em baixa das estimativas de lucros do BPI, feita pela JPMorgan. A casa de investimento reduziu entre 6% e 11% os resultados líquidos por acção do banco, para 2007-2010, dada a perspectiva de abrandamento dos volumes, da maior pressão nas margens, de uma queda abrupta nas receitas de negociação e no aumento do malparado.

"Estimamos um crescimento médio anual de 9% nos lucros por acção entre 2007 e 2010, cerca de 25% abaixo dos ‘target’ oficiais que consideramos serem demasiado ambiciosos", conclui a JPMorgan.

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