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Acções do Deutsche Bank sob pressão com adiamento de acordo

Não houve acordo entre a administração do banco e o Departamento de Justiça dos EUA no fim-de-semana, ao contrário do que era esperado. Ainda assim, as negociações vão continuar.

reuters
Rita Faria afaria@negocios.pt 10 de Outubro de 2016 às 09:47
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As acções do Deutsche Bank estão a negociar em queda na bolsa de Frankfurt, depois de o CEO do banco, John Cryan, não ter conseguido fechar um acordo com as autoridades norte-americanas sobre o valor da coima que será aplicada à instituição pela venda irregular de instrumentos financeiros. Os títulos descem 2,40% para 11,80 euros.

No domingo, o jornal alemão Bild avançou que a administração do banco não chegou a um entendimento com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos no encontro que decorreu sexta-feira ao final do dia em Washington, à margem da reunião anual do FMI e Banco Mundial.

As acções do maior banco da Europa valorizaram em seis das últimas sete sessões, animadas precisamente pela expectativa de que a administração chegasse a um acordo com as autoridades norte-americanas neste fim-de-semana, para reduzir o valor da coima, inicialmente fixada em 14 mil milhões de euros.

Apesar disso, as negociações entre as duas partes não foram interrompidas e vão continuar, como confirmou à Bloomberg uma fonte próxima do processo.  

Ao mesmo tempo que negoceia com o Departamento de Justiça o valor da penalização, o CEO do banco está a estudar várias opções para reforçar o capital e garantir que a instituição consegue enfrentar a coima.

Segundo avançou a Bloomberg na semana passada, o banco alemão está em conversações informais com bancos de investimento para explorar as alternativas, que incluem a realização de um aumento de capital, caso o valor final da coima o exija.

 

Os assessores das principais empresas de Wall Street estão em contacto com representantes do Deutsche Bank e a discutir ideias, entre as quais uma emissão de acções e a venda de activos.

 

O Financial Times adiantou que uma das opções que estão a ser estudadas pelo Deutsche Bank é a venda de uma participação minoritária na sua gestora de activos, que tem 719 mil milhões de euros de activos sob gestão.

 

Apesar de ter negado repetidamente qualquer envolvimento no processo, o Governo de Berlim estará em conversações com as autoridades em Washington para ajudar a garantir um bom acordo para o maior banco do país.

Membros do Governo de Angela Merkel, falando em condição de anonimato, disseram à Reuters que esperam facilitar um acordo rápido que permita ao Deutsche Bank comprar tempo para recuperar a sua estabilidade.  

 

Segundo a agência noticiosa, uma dessas fontes admitiu mesmo que houve "contacto a todos os níveis" entre responsáveis alemães e norte-americanos.

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