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Acções portuguesas integram índices na Euronext em Abril deste ano (act.)

As acções das empresas nacionais cotadas na Bolsa portuguesa vão passar a integrar os índices da Euronext a partir do primeiro dia de negociação de Abril deste ano, disse ao Negocios.pt Jean-François Théodore, presidente da Euronext.

Negócios negocios@negocios.pt 30 de Janeiro de 2002 às 16:20
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As acções das empresas nacionais cotadas na Bolsa portuguesa vão passar a integrar os índices da Euronext a partir do primeiro dia de negociação de Abril deste ano, disse ao Negocios.pt Jean-François Théodore, presidente da Euronext.

À margem da assinatura do acordo de fusão entre a BVLP e a Euronext, Théodore adiantou que as «empresas portuguesas vão integrar os índices da Euronext a partir da primeira sessão de Abril, apesar da integração operacional entre as duas Bolsas estar prevista apenas para o primeiro trimestre de 2003.

Aquele responsável explicou que a BVLP e a Euronext já utilizam os mesmos sistemas de liquidação, pelo que a simples negociação das acções «se torna mais fácil», apesar de existirem outros aspectos que precisam ainda de ser resolvidos.

O acordo final para a fusão das duas entidades foi hoje assinado, depois de 100% dos accionistas da BVLP terem aceitado a troca dos seus títulos por acções da Euronext, tendo passado a controlar 4% do capital daquela Bolsa, que até ao momento integrava apenas as praças de Amesterdão, Paris e Bruxelas.

Fusão deve receber aprovação na próxima semana

A fusão entre as duas Bolsas está ainda pendente da aprovação por parte do Ministério das Finanças, após consulta de um parecer emitido para o efeito por parte da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

«A aprovação regulatória deverá ocorrer na próxima semana e a partir daí a BVLP vai passar a designar-se por Euronext Lisbon», afirmou Alves Monteiro, presidente executivo da Bolsa nacional, antes da cerimónia de assinatura do acordo de fusão.

O ministro das Finanças, Oliveira Martins, adiantou, por seu turno, que «tudo está garantido para que a adesão da BVLP ao Euronext seja um facto e um factor positivo de modernização da Bolsa e do país».

O mesmo responsável declarou o «total apoio» do Governo à fusão, referindo que «a minha autorização aguarda apenas o parecer da CMVM, mas não oferece dúvidas» no que se refere ao carácter geral da operação, sugerindo que a mesma será aprovada.

«Há aspectos que nada têm a ver com o Ministério das Finanças, mas são meramente burocráticos», acrescentou Oliveira Martins, referindo-se à necessidade de aguardar pelo parecer da CMVM.

Euronext promete «proteger» empresas de pequena e média capitalização

«O Euronext está focado nas empresas de pequena e média capitalização e estamos a criar instrumentos para as promover ainda mais», afirmou Jean-François Théodore.

Alves Monteiro disse acreditar que, reflectindo os efeitos positivos desta fusão, mais empresas portuguesas decidam recorrer aos mercados de capitais ou que as companhias actualmente cotadas venham a aumentar o seu «free-float» no futuro.

Relativamente aos dois principais índices da Bolsa pan-europeia, o Euronext 100 e o Euronext 150, Théodore desvalorizou a questão sobre qual será o número de empresas nacionais representadas, uma vez que «estamos a manter os índices locais».

Euronext aberta a aproximação aos mercados brasileiros

A BVLP tem um protocolo de cooperação assinado com a Bovespa, a entidade gestora da Bolsa de São Paulo, sendo que «é um plano nosso, dentro do Euronext, usar as nossas boas relações com o Brasil», adiantou Alves Monteiro.

O presidente executivo da Euronext afirmou, por seu turno, que «é possível, caso as condições de mercado o permitam», que a Bolsa pan-europeia venha a estudar uma parceria com os mercados brasileiros, tanto no que se refere a São Paulo como ao Rio de Janeiro.

«Temos laços muito fortes e se houver uma janela de oportunidade para fazer alguma coisa em conjunto com o Brasil, vamos agarrá-la», acrescentou Jean-François Théodore.

O mesmo responsável adiantou, no entanto, que «neste momento, estamos focados na consolidação dos mercados bolsistas europeus».

Por João Mata

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