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Acusação afirma que bancos da Parmalat esconderam fraude durante uma década

Os principais bancos da Parmalat Finanziaria, como o Citigroup e o UBS, permitiram que o gigante italiano ocultasse o verdadeiro estado das suas finanças durante mais de uma década, afirmou hoje a acusação no processo de falência fraudulenta que está a de

Filipa Lino flino@negocios.pt 21 de Julho de 2004 às 19:56
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Os principais bancos da Parmalat Finanziaria, como o Citigroup e o UBS, permitiram que o gigante italiano ocultasse o verdadeiro estado das suas finanças durante mais de uma década. A notícia foi hoje avançada pela Bloomberg que refere um relatório elaborado pela acusação no processo de falência fraudulenta que está a decorrer em Milão.

«A tolerância ou mesmo a cumplicidade de várias companhias financeiras que colaboraram com a Parmalat permitiu a sobrevivência artificial de uma companhia cotada no mercado, que já estava ‘doente’ há muito tempo, enquanto os pequenos investidores a consideravam sólida e credível», escreveu a consultora financeira Stefania Chiaruttini no relatório de 445 páginas, que foi entregue ontem no tribunal de Milão.

A consultora foi contratada pela acusação e baseou a sua análise no testemunho de mais de 50 pessoas, incluindo o fundador da Parmalat, Calisto Tanzi e três antigos directores financeiros da companhia. Para além disso, teve também acesso a documentos e mensagens electrónicas recolhidos pela polícia nas buscas às sedes italianas do Bank of America, UBS e Citigroup.

No relatório Stefania Chiaruttini refere que os bancos, os reguladores e os analistas falharam em descobrir mais de dez anos de fraude na produtora de leite UHT, iogurtes e bolachas.

O Ministério Público intentou uma acção criminal contra Calisto Tanzi e mais 28 pessoas, incluindo antigos elementos da Bank of America em Itália e ex-auditores nas unidades nacionais da Grant Thornton International e da Deloitte Touche Tohmatsu.

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