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Adiamento na adjudicação da concessão da Grande Lisboa é «negativo» para a Brisa

O adiamento das adjudicações de concessões rodoviárias, como o caso da Grande Lisboa, é «negativo» essencialmente para a Brisa que tem sido dada como a vencedora, segundo o BPI. A Mota-Engil também poderá ser afectada.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 18 de Janeiro de 2006 às 10:14
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O adiamento das adjudicações de concessões rodoviárias, como o caso da Grande Lisboa, é «negativo» essencialmente para a Brisa que tem sido dada como a vencedora, segundo o BPI. A Mota-Engil também poderá ser afectada.

Apesar da Brisa ser considerada como a provável vencedora da adjudicação, «o mercado parece descontar a probabilidade da adjudicação no preço da acção», segundo a nota de «research» do BPI.

Este impacto alarga-se também à Mota-Engil, que está no consórcio com a Brisa para concorrer a esta adjudicação.

«Na nossa opinião, o impacto da adjudicação, caso a Brisa vença, é muito limitado no valor da acção (menos de 1%)», acrescenta o analista Bruno Almeida da Silva do BPI, adiantando que estas notícias «podem ser consideradas negativas pelo mercado que, em conjunto com a subida do preço do petróleo, pode antecipar uma reviravolta do recente bom momento da Brisa em bolsa».

O BPI mantém a recomendação de «manter» e um preço-alvo de 7,29 euros para as acções da concessionária de auto-estradas. Para a Mota-Engil, o BPI também manteve a recomendação de «manter» e o preço-alvo nos 3,41 euros.

A indecisão do Governo está a bloquear investimentos que deverão oscilar entre 1.000 e 1.200 milhões de euros em três concessões rodoviárias – Grande Lisboa, Douro Litoral e Lisboa Norte – cujos processos de concurso público têm sofrido adiamentos consecutivos ao longo dos últimos anos, passando por vários Executivos, noticiou hoje o Jornal de Negócios.

Os últimos prazos definidos já pelo actual Executivo para estas três concessões de auto-estradas de portagem real vão uma vez mais ser largamente ultrapassados, não passando dos papéis e das intenções.

As acções da Brisa [brisa] desvalorizavam 0,41% para os 7,26 euros e a Mota-Engil [egl] descia 0,59% para os 3,39 euros.

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