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Administração da PT em "xeque" por causa da "golden share"

A Administração da Portugal Telecom pode vir a ser accionada judicialmente na sequência do “veto” político do Governo português. É que os administradores haviam assinado papéis entregues a investidores de todo o mundo garantindo que a “golden share” não podia ser aplicada. Mas foi. Agora, 23 administradores podem estar vinculados a uma garantia que falhou.

Negócios negocios@negocios.pt 30 de Junho de 2010 às 15:02
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A Administração da Portugal Telecom pode vir a ser accionada judicialmente na sequência do “veto” político do Governo português. É que os administradores haviam assinado papéis entregues a investidores de todo o mundo garantindo que a “golden share” não podia ser aplicada. Mas foi. Agora, 23 administradores podem estar vinculados a uma garantia que falhou.

Esta será, sabe o Negócios, uma das principais questões que serão analisada na reunião convocada de urgência pelo Conselho de Administração para hoje, depois do Estado Português ter recorrido às suas “acções de ouro” para impedir a venda da Vivo à Telefónica, que três quartos dos accionistas aprovaram.

A própria Telefónica admite avançar neste sentido, alegando que as expectativas dos investidores foram construídas com base numa garantia que acabou por ser defraudada. E, recorde-se, a PT é uma empresa cotada na Bolsa de Nova Iorque, onde estes temas são sempre escrutinados à lupa.

No passado dia 8, o CEO da Portugal Telecom, Zeinal Bava, descartou a possibilidade de vir a ser usada na "golden share" pelo Governo para vetar a venda da posição da PT na Vivo à Telefónica. Mas a afirmação é da própria administração, encabeçada por Henrique Granadeiro e que vincula todos os 23 administradores do Conselho.

Depois de apresentar o mercado brasileiro e as expectativas sobre a evolução do mesmo, a PT colocou um rol de perguntas e respostas, entre as quais se “a ‘golden share’ podia vetar a transacção”. Resposta? “Esta não é uma matéria de ‘golden share’”. O mesmo é dizer que o Estado não poderá bloquear esta operação.

Hoje, o “Financial Times” recorda a posição do CEO da Portugal Telecom. “Zeinal Bava tinha dito anteriormente que a Vivo não era um caso em que a ‘golden share’ pudesse ser usada”, refere o jornal britânico.

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