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AIE: OPEP substitui EUA na liderança da produção de petróleo

Os países do Médio Oriente vão substituir os Estados Unidos até 2026 como motor do aumento da produção de petróleo no mundo, dando à OPEP um papel de liderança no mercado, afirmou hoje a Agência Internacional de Energia (AIE).

Há um conjunto de razões que estão a levar várias matérias-primas a valoriza    ções. O petróleo é um exemplo.
Jason Lee/Reuters
Lusa 17 de Março de 2021 às 12:25
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"Há uma inversão de papéis entre o Médio Oriente e os Estados Unidos", salientou hoje o diretor-geral da AIE, Fatih Birol, na apresentação à imprensa do relatório anual sobre as perspetivas do mercado petrolífero para os próximos seis anos.

Birol sublinhou que enquanto entre 2017 e 2019 os Estados Unidos foram o protagonista com um aumento nas extrações de quatro milhões de barris por dia, em parte graças aos campos de xisto, entre 2020 e 2026 a sua contribuição adicional será limitada a 1,6 milhões de barris.

É verdade que em termos individuais, os Estados Unidos serão os que mais aumentarão a produção durante este período, à frente da Arábia Saudita (1,5 milhões de barris por dia), dos Emirados Árabes Unidos (1,3 milhões), do Iraque (1,3 milhões), do Brasil (1,2 milhões) e do Canadá (0,7 milhões).

Mas globalmente os Estados do Médio Oriente, que são também o núcleo da OPEP (Organização de Países Exportadores de Petróleo), irão aumentar o seu peso específico e serão os que terão maior capacidade excedentária.

A principal razão para este movimento é a mudança na tendência dos investimentos no setor petrolífero.

A queda nos investimentos foi de 30% à escala global em 2020, mas de 50% nos Estados Unidos, onde a recuperação será também muito mais tímida, com um aumento esperado de 5% em 2021.

Birol confirmou que, no cenário de base da AIE, não há nenhum pico na procura global de petróleo à vista.

Depois da queda histórica de 8,7 milhões de barris por dia no ano passado devido à crise da covid-19 (para 91 milhões), o consumo crescerá todos os anos pelo menos até 2026, quando atingirá 104,1 milhões de barris por dia.

De facto, a partir de 2023, será ultrapassado o anterior pico histórico de 2019, que era em média de 99,7 milhões de barris por dia.

O diretor da agência insistiu que "isso só pode mudar se os governos implementarem medidas fortes" no domínio da eficiência energética, da promoção de veículos elétricos, da substituição do petróleo como combustível de aquecimento e da produção de eletricidade ou se os subsídios forem retirados, entre outras medidas.

Birol apelou aos decisores políticos para que façam uma reviravolta rápida porque para atingir a neutralidade de carbono em 2050, que é o objetivo internacional, "o que se fizer nos próximos anos é fundamental".
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