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AIE reitera empenho na estabilização das emissões de CO2

"O mundo enfrenta desafios sem precedentes ao nível económico, ambiental e de segurança, todos eles relacionados com a energia. Os ministros dos 28 países membros da Agência Internacional da Energia (AIE) e a Comissão Europeia manifestaram a sua determinação em solucionar esses problemas em conjunto, de forma a garantir um futuro energético mais seguro, sustentável e limpo", afirmou hoje o director-executivo da Agência, Nobuo Tanaka, no encerramento da reunião ministerial da AIE em Paris.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 15 de Outubro de 2009 às 15:13
Nobuo Tanaka
"O mundo enfrenta desafios sem precedentes ao nível económico, ambiental e de segurança, todos eles relacionados com a energia. Os ministros dos 28 países membros da Agência Internacional da Energia (AIE) e a Comissão Europeia manifestaram a sua determinação em solucionar esses problemas em conjunto, de forma a garantir um futuro energético mais seguro, sustentável e limpo", afirmou hoje o director-executivo da Agência, Nobuo Tanaka, no encerramento da reunião ministerial da AIE em Paris.

Em comemoração do 35º aniversário da AIE, da qual Portugal faz parte, a reunião deste ano reuniu ministros e representantes dos 28 países membros, bem como da China, Índia e Rússia, tendo estes três países assinado uma declaração conjunta com a Agência, refere a mesma em comunicado à imprensa.

"Este foi um momento histórico", comentou a ministra holandesa dos Assuntos Económicos, Maria van der Hoeven. "Há 35 anos, a AIE foi fundada para dar uma resposta eficaz às perturbações na oferta de petróleo e para assegurar o acesso a energia segura e a preços acessíveis. Hoje em dia, delineamos um caminho para uma economia com baixas emissões de dióxido de carbono, um investimento energético adequado e um maior compromisso global", acrescentou, citada pelo comunicado da AIE.

Inacção sai mais cara do que a acção

Atendendo a que cerca de 65% das emissões de gases com efeitos de estufa derivam da produção ou utilização de energia, os ministros da AIE reconheceram que o custo da inacção em matéria de alterações climáticas será mais elevado do que os custos de acção. Assim, apelaram ao envidamento de esforços internacionais no sentido de melhorarem a eficiência energética e acelerarem a investigação e desenvolvimento ao nível das tecnologias com baixas emissões de carbono.

Os ministros apelaram à AIE para continuar a desenvolver "roadmaps" tecnológicos e solicitaram uma proposta para a criação de uma plataforma de tecnologia para energia limpa que inclua países não membros da Agência e organizações internacionais, salienta o "press release" a que o Negócios teve acesso.

"Além disso, os ministros concordaram em impulsionar para o dobro o nível de investimento do sector público em investigação e desenvolvimento de tecnologias energéticas limpas até 2015, uma meta ambiciosa mas necessária", afirmou Maria van der Hoeven.

O chamado "Cenário 450", delineado pela AIE e integrado no seu "World Energy Outlook 2009", fornece novos "insights" analíticos para as negociações sobre o clima que vão ter lugar no final do ano em Copenhaga e mostra que as emissões de gases com efeito de estufa têm de estar já em queda em 2020 se quiseremos evitar alterações climáticas catastróficas, realça o comunicado da Agência.

Os ministros da AIE, reconhecendo a necessidade e urgência de actuação, salientaram no comunicado o objectivo comum de estabilizar as emissões de dióxido de carbono em 450 partes por milhão (ppm) de CO2 equivalente, de par com um aumento das temperaturas globais em cerca de 2ºC. Comprometeram-se também a reduzir as emissões conjuntas de gases com efeito de estufa nos países desenvolvidos em 80% ou mais e em reduzi-las depois para metade, a nível global, até 2050.

Investimento de 1,2 biliões de euros

A transformação do sector energético mundial exigirá investimentos avultados. "Temos de usar a actual crise económica como uma oportunidade para investir em energia mais limpa e mais segura", afirmou a representante holandesa, que presidiu à reunião da AIE.

"Reconhecendo que a falta de investimento pode ter graves consequências para a segurança energética, para o crescimento económico a longo prazo e para o combate às alterações climáticas, os membros da AIE lançaram programas de estímulo que totalizam 1,8 biliões de dólares (1,2 biliões de euros), com 10% destes gastos a serem directamente dirigidos para tecnologias de energia limpa e de eficiência energética.

Cooperação e diálogo vão mais longe

Por outro lado, a participação da China, Índia e Rússia nesta reunião ministerial reflecte a crescente interligação dos desafios energéticos e a necessidade de se trabalhar em conjunto para um futuro melhor em matéria de segurança energética, crescimento económico e sustentabilidade ambiental, refere o comunicado da AIE.

"As declarações conjuntas da AIE com a China, Índia e Rússia são práticas, orientadas para a acção e com benefícios mútuos", diz o mesmo documento.

Os ministros da AIE concordaram também em que a Agência organize uma reunião sobre parceria internacional no âmbito da energia e sustentabilidade entre os seus membros e vários países parceiros, a ser realizada no primeiro semestre de 2010.
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