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Alemanha e Itália investigam Deutsche Bank sobre caso Parmalat

As autoridades alemãs de regulação bancária e a justiça italiana iniciaram hoje uma investigação relativamente à gestão de acções e obrigações da Parmalat detidas pelo Deutsche Bank, uma vez que ambos suspeitam que o banco alemão ignorou as dificuldades f

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 07 de Janeiro de 2004 às 16:58
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As autoridades alemãs de regulação bancária e a justiça italiana iniciaram hoje uma investigação relativamente à gestão de acções e obrigações da Parmalat detidas pelo Deutsche Bank, uma vez que ambos suspeitam que o banco alemão ignorou as dificuldades financeiras do grupo agro-alimentar Parmalat, antes da crise, para promover obrigações entre os investidores, enquanto reduzia a sua participação no mesmo.

Um porta-voz das autoridades alemãs de supervisão bancária, confirmou hoje a intenção de descobrirem a quem é que o banco alemão vendeu 350 milhões de euros de obrigações da Parmalat e se os seus analistas recomendaram as acções do grupo, destacou hoje o semanário «Wirtschaftswoche».

O Deutsche Bank emitiu, em Setembro, 350 milhões de euros em obrigações da Parmalat que comercializou em fundos em Frankfurt, com a aceitação que os analistas dessem um «rating» positivo à empresa. Parte dessa emissão ficou-se pelo próprio banco, enquanto a outra foi parar provavelmente a Itália, segundo fontes do sector.

Para a justiça italiana é também suspeita a redução da sua participação na Parmalat. Isto porque o Deutsche detinha 5,1% do grupo, que se tornou público dia 24 de Novembro, e reduziu para 2,1% dia 19 de Dezembro, segundo dados do regulador do mercado italiano.

Os magistrados italianos querem examinar todas as transacções do banco alemão e saber se este já disponha de informação sobre a verdadeira situação da Parmalat e a iminência de falência.

Neste sentido, um director do Deutsche Bank foi intimado a comparecer hoje em Milão para esclarecer a situação.

O Deutsche Bank já disse que a redução da participação na Parmalat e que os empréstimos à empresa italiana não são significantes, noticiou hoje a Bloomberg.

Por outro lado, o director financeiro da Parmalat, Fausto Tonna, foi hoje interrogado pelo terceiro dia consecutivo em Parma. No interrogatório de ontem, Fausto Tonna invocou vários bancos no escândalo financeiro e ofereceu dados que poderiam ajudar a recuperar parte dos fundos, informou hoje a imprensa italiana.

Entre os bancos citados por Tonna destacam-se os italianos Capitalia, Intesa, SanPaolo Imi, Unicredito, MPS, BNL, bem como os estrangeiros Bank of América, JP Morgan, Chase Manhattan, UBS e o Deutsche Bank.

Tonna também referiu que havia ordens para passar os fundos de todas as empresas do grupo Parmalat e passá-las para as contas da família de Calisto Tanzi, o fundador do grupo, que também se encontra detido desde Sábado.

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