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Alteração dos estatutos do BCP permite que accionistas reforcem posições no banco

Os analistas consideram a alteração aos estatutos BCP "neutral" a "positiva, embora de alguma forma esperada". A decisão acerca dos limites de voto é a mais relevante e permite que alguns accionistas, "como a Sonangol", aumentem a sua posição no banco.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 13 de Abril de 2010 às 09:37
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Os analistas consideram a alteração aos estatutos BCP “neutral” a “positiva, embora de alguma forma esperada”. A decisão acerca dos limites de voto é a mais relevante e permite que alguns accionistas, “como a Sonangol”, aumentem a sua posição no banco.

Os analistas do BPI atribuem um impacto “neutral” às alterações estatutárias, uma vez que “o mercado já devia estar a descontar esta informação”. O Iberian Daily desta manhã refere que os accionistas que quiserem deter uma participação superior 10% no banco, “terão de pedir autorização ao Banco de Portugal para o fazer”.

Além disso os analistas sublinham a informação de que os lucros da divisão internacional podem crescer, beneficiando de um desempenho menos penalizador na Roménia e da venda das operações nos Estados Unidos e na Turquia. “O potencial regresso da unidade polaca aos níveis de rentabilidade de 2008”, também poderá beneficiar a área internacional, referem.

O Espírito Santo Equity Research (ESER), que atribui um impacto “positivo” ao resultado da Assembleia Geral, também diz que “este resultado era de certa forma esperado” e avançam que a subida dos limites de voto “abre a porta a accionistas como a Sonangol, para aumentarem a sua participação no BCP acima dos 10%. Algo que a petrolífera angolana sempre demonstrou interesse em fazer”, refere a casa de investimento.

Os analistas do ESER recordam que “a petrolífera angolana ainda precisa da aprovação do Banco de Portugal para passar os 10%, mas acreditamos que isso não deverá ser um problema”. O banco vai distribuir um dividendo que representa um “pay-out” de cerca 40%, “o que está em linha com a política de dividendo do grupo”, concluem os analistas.



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