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Altice dispara mais de 20% após rever em alta estimativa para 2019

A Altice Europe, dona da Altice Portugal, detentora da Meo, está a valorizar mais de 23% na bolsa de Amesterdão depois de ter revisto em alta a perspetiva para os resultados no conjunto do ano de 2019. O aumento dos lucros e receitas no segundo trimestre também impulsiona.

# Porque Desce - A febre compradora de Patrick Drahi conduziu à expansão do grupo a 10 territórios, entre os quais os EUA. Em Portugal, depois da entrada discreta em 2012 através da Cabovisão, deu o passo de gigante e comprou a incumbente PT. Um negócio que, só por si, confere poder suficiente ao gestor por cá. Mas que este ano cai seis lugares com o fim do negócio da compra da TVI e a dor de cabeça da redução da dívida superior a 50 mil milhões de euros. Já vendeu alguns activos até em Portugal.
Miguel Baltazar
David Santiago dsantiago@negocios.pt 01 de Agosto de 2019 às 09:50
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A Altice Europe, detentora da Altice Portugal, por sua vez dona da Meo, está a disparar 23,15% para 4,15 euros por ação, estando assim a negociar em máximos de agosto de 2017 na sessão bolsista desta quinta-feira, 1 de agosto.

A impulsionar a prestação da operadora de telecomunicações maioritariamente detida por Patrick Drahi estão os resultados da cotada no segundo trimestre, que permitiram à empresa rever em alta as estimativas sobre os resultados financeiros para o conjunto de 2019.

Depois de a empresa ter regressado aos lucros no primeiro trimestre deste ano, entre abril e junho a Altice Europe obteve receitas de 3,59 mil milhões de euros (mais 3,3% do que no período homólogo, e o dobro do que era antecipado pelos analistas) e lucros de 1,43 mil milhões de euros (mais 9,3% do que em igual período do ano passado).

A cotada elevou ainda as perspetivas para as receitas em 2019, sendo que a empresa liderada por Drahi antecipa agora obter entre 4,1 e 4,2 mil milhões de euros de EBITDA no final do ano, uma revisão em alta face ao anterior intervalo estimado entre 4 e 4,1 mil milhões de euros.

O mercado francês – e também o português - foi decisivo para esta melhoria de resultados e perspetivas, com a Altice a regressar ao crescimento. O reforço das receitas alcançado no segundo trimestre em França, o principal mercado da Altice Europe, foi alcançado apesar de as vendas da Orange, a operadora com maior quota no mercado gaulês, terem estabilizado no mesmo período.

Já a Altice Portugal, liderada por Alexandre Fonseca, revelou ontem ter encerrado o segundo trimestre com receitas de 522 milhões de euros, um aumento de 1,1% comparativamente com o período homólogo.

Também a apoiar a valorização bolsista da Altice Europe está uma análise divulgada esta manhã pelo Goldman Sachs em que o banco americano destaca como positivos os resultados registados em França e salienta a venda de ativos como favorável para o grupo.

"Todas as nossas empresas cresceram – em França, Portugal e Internacional – e este crescimento está a acelerar de trimestre para trimestre", regozijou-se Drahi numa videoconferência com analistas citada pela agência Reuters.

Nesta fase os investidores prestam particular atenção à estratégia de venda de ativos em curso por parte da Altice, onde se inclui a tentativa de venda da rede de fibra detida em Portugal pela Meo, no entanto este processo parece estar parado por falta de interessados, isto apesar de Patrick Drahi assegurar existirem.

A Altice está ainda a tentar vender a respetiva participação na unidade de vídeos de publicidade Teads. Em conjunto, a venda destes dois ativos poderá fazer chegar aos cofres da cotada mais de 4 mil milhões de euros, refere a agência Bloomberg.

A venda de ativos e o regresso a resultados positivos permitem à Altice Europe reforçar a capacidade para pagar a pesada dívida de 30,1 mil milhões de euros.

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