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Taxa da emissão da EDP permite baixar custos com a dívida, dizem os analistas

A eléctrica portuguesa aproveitou as melhores condições de mercado proporcionadas pelo anúncio de que o BCE vai começar a comprar dívida de empresas. A taxa de juro permite baixar os custo de financiamento, notam os analistas.

A EDP é a cotada que distribui um maior montante em dividendos na bolsa portuguesa. Mas também recebe remunerações das posições de 77,5% na EDP Renováveis e de 5% na REN, que implicam dividendos acima de 38 milhões de euros.
Miguel Baltazar/Negócios
Rui Barroso ruibarroso@negocios.pt 18 de Março de 2016 às 09:30
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A EDP encaixou 600 milhões de euros em obrigações a sete anos, comprometendo-se com uma taxa de cupão de 2,375%. Os analistas consideram que a operação, fechada esta quinta-feira, 17 de Março, foi positiva. E explicam que a eléctrica aproveitou as condições mais favoráveis que se verificaram depois do BCE ter anunciado a compra de obrigações de empresas, a 10 de Março, e que a operação é favorável para a EDP.

"A EDP está a tirar vantagem da diminuição dos prémios de risco provocada pelo anúncio do BCE de que irá começar a comprar obrigações empresas como parte do programa alargado de compra de activos, que poderá incluir obrigações da EDP", refere Jorge Guimarães, analista da Haitong, numa nota a investidores.

Os analistas destacam que a operação ajuda a EDP a diminuir o custo médio e permite alongar as maturidades da dívida. "Operação positiva na medida em que o custo desta emissão (2,375%) é bastante inferior ao custo médio da dívida da EDP (4,7% em 2015)", considera Helena Barbosa, analista do CaixaBI, numa nota aos investidores. A empresa liderada por António Mexia conta baixar o custo médio da dívida para 4,5% este ano, segundo o Haitong.

Já os analistas do BPI destacam que a emissão permite alongar a maturidade da dívida a um preço "muito atractivo". No final de 2015, a maturidade média da dívida da EDP era de 4,8 anos. No entanto, apesar dos juros baixos, o BPI realça que o prémio face às taxas de referência ficou acima da última operação de financiamento realizada em Abril. Apesar disso, a perspectiva é que a operação é "favorável" e "permite à empresa reduzir os seus custos de financiamento", refere Jorge Guimarães. 


Além da EDP, também a Brisa Concessões aproveitou esta semana a janela de oportunidade criada pelo BCE para obter 300 milhões de euros a sete anos. As acções da eléctrica liderada por António Mexia seguem a valorizar 0,26% para 3,103 euros na última sessão desta semana. 

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