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Analistas divididos em relação à proposta de dividendos apresentada pela Sonaecom

Os analistas estão divididos em relação à proposta de dividendos apresentada ontem pela Sonaecom. O BPI acredita que agora será mais fácil desblindar os estatutos na Assembleia Geral da PT. Já o Dresdner Kleinwort considera a proposta da empresa de Paulo

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 28 de Fevereiro de 2007 às 12:17
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Os analistas estão divididos em relação à proposta de dividendos apresentada ontem pela Sonaecom. O BPI acredita que agora será mais fácil desblindar os estatutos na Assembleia Geral da PT. Já o Dresdner Kleinwort considera a proposta da empresa de Paulo Azevedo "pouco atractiva" e a Lisbon Brokers defende que esta poderá ser difícil de implementar.   

O BPI considera que o pacote de dividendos, avaliado em 5,7 mil milhões de euros, ou 5,1 euros por acção, faz subir a "atractividade" da operadora portuguesa junto dos accionistas que decidiram não vender as acções, já que "iguala, ou mesmo supera, o plano de dividendos oferecidos pela PT", e aumenta as hipóteses de desblindagem dos estatutos na Assembleia Geral (AG) de sexta-feira.  

Por outro lado, o Dresdner Kleinwort defende os accionistas da Portugal Telecom têm duas alternativas, aceitar a OPA a 10,50 euros ou rejeita-la e votar contra na AG, sendo que a pior opção passa por deixar passar a OPA e não a aceitar. O banco de investimento considera que a oferta de dividendos da Sonaecom "não é atractiva", comparando com a da PT.

"A remuneração da PT para 2009 inclui apenas o ‘spin off’ da PTMultimédia, enquanto a Sonaecom poderá alienar também a brasileira Vivo", refere o Dresdner.

O Dresdner refere ainda que a proposta da Sonaecom não tem "nada de novo" e não acrescenta valor para os accionistas no longo prazo. Segundo o banco de investimento este plano de dividendos já era esperado dado que a Sonaecom planeia vender a PTMultimédia e a Vivo, no caso da OPA ter sucesso. "A empresa de Paulo Azevedo precisa de repagar a dívida e transferir liquidez para a PT ao nível da Sonecom", refere o banco de investimentos.

A Lisbon Brokers considera que os accionistas da PT podem considerar esta proposta de distribuição de dividendos difícil de implementar, dada a política de dividendos que tem sido seguida pelo grupo Sonae.  "Dada a ‘aversão’ do grupo Sonae à distribuição de dividendos em ‘cash’, os accionistas da PT podem considerar esta proposta difícil de aceitar", refere o analista John dos Santos.

Relativamente à desblindagem dos estatutos, a Lisbon Brokers acredita que os accionistas estão agora na posse da informação necessária para votarem na Assembleia Geral da PT na próxima sexta-feira.

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