Research Analistas: Mudanças na taxa na Polónia sem impacto para a Jerónimo Martins

Analistas: Mudanças na taxa na Polónia sem impacto para a Jerónimo Martins

A Polónia anunciou uma nova taxa a aplicar durante o fim-de-semana no retalho, mas os analistas consideram que estas mudanças não têm impacto para a empresa polaca da Jerónimo Martins.
Analistas: Mudanças na taxa na Polónia sem impacto para a Jerónimo Martins
Miguel Baltazar/Negócios
Patrícia Abreu 03 de fevereiro de 2016 às 11:28

A taxa sobre o retalho na Polónia continua sem uma versão definitiva. O país pretende implementar duas taxas, tendo anunciado uma taxa extra de 1,3% para vendas realizadas ao fim-de-semana que se situem entre 18 milhões de zlotys e 3,6 milhões. Mudanças que, para os analistas, não deverão ter impacto significativo para a Biedronka, mas que podem ser um "pouco negativas" para a Jerónimo Martins devido à incerteza que permanece.


"O impacto da mudança na taxa aos fins-de-semana é amplamente neutral para a Jerónimo Martins, na medida em que deve ter um impacto limitado na taxa global", explica o analista do Haitong Filipe Rosa, num comentário às mais recentes actualizações sobre o imposto no retalho na Polónia.


O ministro das Finanças polaco adiantou que o país vai implementar duas taxas sobre as vendas no retalho, uma para os dias de semana e outra para o fim-de-semana. O membro do Governo polaco anunciou uma nova taxa para os fins-de-semana de 1,3% para as vendas entre 18 milhões de zlotys e 3,6 mil milhões, por ano.


A proposta inicial previa uma taxa de 0,7% sobre as vendas inferiores a 3,6 mil milhões de zlotys por ano, e de 1,3% para as restantes. Já ao fim-de-semana, o Executivo tinha previsto implementar uma taxa de 1,9% para as vendas anuais acima de 18 milhões de zlotys.


De acordo com os cálculos do Haitong, esta nova taxa até poderia baixar a taxa de imposto médio sobre as vendas da Biedronka em cerca de dois pontos base, para 1,42%. Contudo, "esta incerteza adicional é um pouco negativa para a Jerónimo Martins".


Ainda assim, o banco de investimento não antecipa um impacto significativo na Biedronka. Opinião semelhante têm os analistas do BPI, que argumentam que estas alterações, que visam dar maior protecção aos pequenos retalhistas, continuam a manter um tratamento igual entre as grandes retalhistas.


O BPI reitera, assim, que a taxa "não tem discriminação entre os retalhistas alimentares modernos" e que as empresas do sector deverão conseguir passar esta taxa para os consumidores.




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