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Analistas pouco entusiasmados com apresentação da EDP

O plano estratégico apresentado por António Mexia para os próximos anos da EDP não deslumbrou os analistas, com a maioria a manter inalterada a recomendação para a eléctrica. Para já, só a Morgan Stanley subiu o preço-alvo para os 3,4 euros.

Ruben Bicho rbicho@mediafin.pt 20 de Julho de 2006 às 12:06
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O plano estratégico apresentado por António Mexia para os próximos anos da EDP não deslumbrou os analistas, com a maioria a manter inalterada a recomendação para a eléctrica. Para já, só a Morgan Stanley subiu o preço-alvo para os 3,4 euros.

O BNP Paribas considera que o plano ontem anunciado em Londres «foi mais do mesmo» em relação ao que a anterior administração tinha prometido. Daí que tenha mantido inalterada a recomendação de «underperform» para a empresa, com preço-alvo de 2,68 euros.

«Pode ser que seja cedo para a nova administração começar a assumir compromissos mais agressivos, mas eles têm de se lembrar que estão a defender uma cotação que está 30% acima do valor a que negociava a acção antes de serem anunciadas as mudanças na administração», refere uma nota divulgada hoje pela casa de investimento.

Os analistas do BNP referem ainda que a EDP está a cotar «a um múltiplo caro de 9.8 vezes o EV [enterprise value] sobre o EBITDA».

A JP Morgan, por sua vez, considerou «muito conservadores» os objectivos para o crescimento dos lucros e redução de custos. Ainda assim diz que este plano vai «aumentar a visibilidade dos ganhos e pode provocar revisões em alta do consenso». A recomendação da casa de investimento é de «overweight» com um preço-alvo de 3,55 euros.

Também a Lehman Brothers alinha pelo mesmo tom, afirmando que a apresentação foi «segura mas não muito impressionante». A casa de investimento, que tem um preço-alvo de 3,10 euros e uma recomendação de «equal-weight» diz que a apresentação «não teve grandes surpresas» e que a EDP «foi cautelosa» na definição dos objectivos de redução de custos.

Mais agradados com a apresentação de António Mexia ficaram os analistas da Morgan Stanley, que reviram hoje em alta o preço-alvo para a EDP dos 3,20 euros para os 3,40 euros. «Isto reflecte algum do controlo de custos anunciado pela nova administração para o período de 2006-2008», dizem os analistas numa nota citada pela Reuters.

O plano estratégico ontem anunciado pela EDP prevê uma redução de custos entre 70 a 90 milhões de euros por ano, o investimento de 5,6 mil milhões de euros em três anos e a aposta no segmento das energias renováveis.

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