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Ao primeiro dia sem direitos BCP dispara 26%. Ao segundo cai mais de 10%

Depois de na sessão de ontem o BCP ter disparado 26%, a maior subida diária de sempre, esta quarta-feira os títulos do banco liderado por Nuno Amado já desceram 10,83%.

Miguel Baltazar/Negócios
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 02 de Julho de 2014 às 10:28
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Nesta terça-feira, 1 de Julho, o primeiro dia em que as acções do Banco Comercial Português (BCP) negociaram destacadas dos direitos de subscrição do aumento de capital, os títulos do BCP registaram uma sessão histórica. Fecharam o dia a subir 26,93% para  0,1406 euros, naquela que foi a maior subida diária de sempre. A instituição está cotada na bolsa de Lisboa desde 1993.

 

Esta manhã, 2 de Julho, porém, os títulos do BCP apenas conheceram o vermelho e chegaram a recuar 10,83% para 12,54 cêntimos. Por esta altura, os títulos do banco liderado por Nuno Amado seguem a descer 8,32% para 12,9 cêntimos, tendo já trocado de mãos 292 milhões de acções, quando a média dos últimos seis meses é de 305 milhões de títulos.

 

Tendo em atenção a cotação do título nesta quarta-feira, o BCP apresenta uma capitalização bolsista de 6.996 milhões de euros e desde o início do ano regista uma valorização de 33,71%.

 

O BCP anunciou na passada terça-feira que iria realizar um aumento de capital de 2.225 milhões de euros. Se os rumores desta operação provocaram uma forte queda nos títulos, após a sua confirmação as acções disparam.

 

A cada acção que os accionistas do BCP tivessem em carteira até ao fecho da sessão de segunda-feira, 30 de Junho, era atribuído um direito. Cada direito possibilita a subscrição de 1,75 novas acções do BCP no aumento de capital. Os direitos de subscrição do aumento de capital vão ser negociados em bolsa entre 4 e 14 de Julho. 

  

Esta quarta-feira, o Negócios escreve que os analistas atribuíram a subida do BCP em bolsa à transferência de investimento do BES para um banco que oferece uma "história de reestruturação"."O BCP está a beneficiar da transferência de fluxos na banca nacional, com os investidores estrangeiros a fugir da incerteza que se vive no BES e a comprar a história de reestruturação do BCP", diz Steven Santos, gestor da XTB.

 

"Podemos, de facto, estar a assistir alguma transferência de interesse do BES para o BCP, tendo em conta que as incertezas em torno do primeiro parecem poder manter-se por algum tempo", nota Albino Oliveira, analista da Fincor. "O BCP continua a ser uma história de reestruturação, o que poderá continuar a chamar a atenção dos investidores", diz Albino Oliveira. 

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