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APFIPP e Universidade Católica lançam primeiro barómetro da poupança nacional

A APFIPP e a Universidade Católica lançaram um Barómetro da Poupança, com vista a agregar num índice as várias componentes de poupança em Portugal. Os primeiros números deverão ser divulgados em 2011.

Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 22 de Julho de 2010 às 17:36
A Associação Portuguesa de Fundos de Investimento e Património e a Universidade Católica lançaram um Barómetro da Poupança, com vista a agregar num índice as várias componentes de poupança em Portugal. Os primeiros números deverão ser divulgados em 2011.

Numa cerimónia que contou com a presença do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, o presidente da APFIPP destacou a importância de promover a poupança no país. José Veiga Sarmento espera que a divulgação dos números através do barómetro contribua para melhorar a situação da poupança.

Veiga Sarmento destacou ainda que empresas responsáveis devem desenvolver planos de fundos de pensões para os seus trabalhadores.

Já Teixeira dos Santos destacou que “a poupança dos diversos agentes económicos, famílias e empresas, é um mecanismo fundamental na garantia do financiamento da economia portuguesa e, consequentemente, na redução da dependência de fontes externas de financiamento”.

O ministro das Finanças sublinhou ainda que nas últimas duas décadas se registou uma descida acentuada das taxas de poupança em Portugal, tendo a adesão à moeda única proporcionado a descida das taxas de juro e facilitado o acesso ao crédito.

Este acesso fácil ao crédito levou ao endividamento crescente das famílias portuguesas e das empresas.

Para Teixeira dos Santos, o endividamento e a falta de capitais próprios são hoje um dos principais problemas das empresas nacionais, colocando em risco de sobrevivência empresas que, mesmo sendo competitivas, não têm capacidade para se financiar no curto prazo.

De acordo com o ministro, que cita dados do Eurostat, em Portugal, no início dos anos 90, a poupança bruta representava 20% do PIB, enquanto no final desta década não passava dos 9%.

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