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Aposta da Eni em Angola é a chave para resolver "guerra surda" na Galp

A presença do presidente da Sonangol em Portugal vai ser marcada pela assinatura de um acordo para a criação de um banco de investimento em conjunto com a CGD. Trata-se de um negócio já fechado e, como tal, as preocupações de Manuel Vicente irão centrar-se na Galp, onde tem uma posição accionista indirecta através da Amorim Energia.

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A presença do presidente da Sonangol em Portugal vai ser marcada pela assinatura de um acordo para a criação de um banco de investimento em conjunto com a CGD. Trata-se de um negócio já fechado e, como tal, as preocupações de Manuel Vicente irão centrar-se na Galp, onde tem uma posição accionista indirecta através da Amorim Energia.

O acordo parassocial existente entre a empresa de Américo Amorim, a Eni (ambas com 33% da Galp) e a CGD (com 1%) termina este ano. Os dois accionistas com mais capital já manifestaram, publicamente, a sua intenção em controlarem a petrolífera nacional.

Neste jogo de tudo ou nada - e perante a necessidade de financiamento da Galp para fazer face ao ambicioso plano de investimentos em curso - há uma solução que está a ser desenhada pela administração da Galp Energia que poderá vir agradar aos dois lados.

A ideia passa pela cisão do negócio da produção e prospecção e a respectiva cotação em bolsa, como já admitiu o CEO da empresa, Manuel Ferreira de Oliveira. A concretizar-se, esta divisão contentaria as duas partes. A Sonangol, através da AE, poderia passar a controlar o sector da distribuição, e a Eni garantiria a área da produção de petróleo e gás.

O desejo da Eni em reforçar presença em Angola é um trunfo forte para a Sonangol. A petrolífera liderada por Manuel Vicente poderá sempre condicionar a vontade dos italianos à sua disponibilidade para solucionar a "guerra surda" entre os dois principais accionistas, a qual só terá tendência para se acentuar.

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