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Apostas na queda das acções dos EUA no valor mais alto desde 2012

As posições curtas correspondem a 6,48% do capital das 1.500 cotadas mais representativas das bolsas dos EUA.

Bloomberg
Negócios jng@negocios.pt 28 de Janeiro de 2016 às 20:36
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O ano arrancou com quedas fortes nas bolsas e as apostas em mais descidas estão a aumentar. As posições curtas (apostar na descida) nas empresas do S&P 1500 atingiram o valor mais alto desde Junho de 2012, segundo dados da consultora Bespoke citados pela Bloomberg.

As posições a apostar na queda das acções correspondem a 6,48% do capital das cotadas, segundo a consultora. E a tendência alastra-se a praticamente todos os sectores representados no índice. Em quatro deles, as posições curtas atingiram máximos de mais de um ano.

O sector da energia, que tem sido dos mais penalizados devido às quedas dos preços do petróleo, é o preferido neste tipo de estratégias. As apostas curtas equivalem a 11,99% do capital das cotadas desse sector. Já as "utilities" e as cotadas do sector financeiro são as menos procuradas pelos investidores curtos.

Para apostar na descida das acções, os investidores pedem títulos emprestados. Vendem-nos com a expectativa de os recomprarem a preços mais baixos no futuro, lucrando com a desvalorização. Já se as acções recuperarem entram em perdas.

Estes números mostram que são mais os que acreditam nas quedas, mesmo após as desvalorizações das últimas semanas. Mas, caso o mercado dê sinais positivos, este tipo de investidores pode ser obrigado a comprar acções para fechar rapidamente as posições curtas de forma a limitar as perdas, o que, em teoria, até poderia dar suporte ao mercado. 

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