Bolsa Apple leva S&P500 para máximos históricos

Apple leva S&P500 para máximos históricos

As bolsas dos EUA arrancaram a negociação em alta, a beneficiarem dos resultados e das perspetivas animadoras avançadas pela Apple. O S&P500 tocou já num valor nunca antes visto.
Apple leva S&P500 para máximos históricos
Reuters
Sara Antunes 01 de maio de 2019 às 14:35

As bolsas americanas seguem em alta, com os investidores entusiasmados com os resultados das cotadas, sendo que a Apple está hoje em destaque. 

O Dow Jones sobe 0,19% para 26.644,53 pontos, o Nasdaq ganha 0,48% para 8.134,39 pontos e o S&P500 avança 0,23% para 2.952,64 pontos, o que corresponde ao valor mais elevado de sempre.

A Apple está em destaque depois de ontem ter revelado, já após o fecho do mercado, os seus resultados do segundo trimestre fiscal. As receitas recuaram 5,1% para 58 mil milhões de dólares, mas superaram as estimativas dos analistas consultados pela Bloomberg, que apontavam para um volume de negócios de 57,5 mil milhões de dólares. Já os lucros desceram para 11,6 mil milhões, ou 2,46 dólares por ação, quando os analistas previam 2,37 dólares por título.

 

E se os resultados foram positivos, as perspetivas da empresa animaram ainda mais os investidores. A tecnológica liderada por Tim Cook prevê que as suas vendas se situem entre 52,5 e 54,5 mil milhões de dólares no terceiro trimestre, quando os analistas previam um valor médio de 52,2 mil milhões.

Estes números estão a elevar as ações da Apple em 4,59% para 209,83 dólares.

A época de resultados trimestrais prossegue assim de forma positiva, com as empresas a reportarem números que superam as estimativas dos analistas. No início de abril, os analistas previam uma quebra de 2% dos lucros das cotadas no trimestre terminado em março. Agora a perspetiva é de uma subida de 0,7%, segundo os dados da Refinitiv, citados pela Reuters.

 

Esta quarta-feira, 1 de maio, os investidores estarão também atentos à Reserva Federal (Fed), cuja reunião termina. Não são esperadas novidades, prevendo-se a manutenção dos juros, bem como a postura "paciente" do banco central.

 

Ao mesmo tempo, os sinais que chegam sobre as negociações comerciais entre os EUA e a China são positivos, com o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, a afirmar que os dois países tiveram conversações "produtivas" em Pequim e que prosseguirão os trabalhos na próxima semana em Washington.

(Notícia atualizada para dar conta dos máximos do S&P500)




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