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Resultados acima do esperado da Apple e Facebook animam Wall Street

Os principais índices bolsistas norte-americanos abriram em alta, com o sector tecnológico a dar o maior impulso do outro lado do Atlântico.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 24 de Abril de 2014 às 14:44
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Além dos resultados acima do esperado de algumas empresas, nomeadamente nas tecnológicas, o sentimento positivo decorre também do anúncio de que as encomendas de bens duradouros em Março, nos EUA, aumentaram mais do que o previsto, o que aponta para uma produção mais rápida – e que ajudará a estimular a economia.

 

O índice industrial Dow Jones segue a subir 0,21% para 16.535,6 pontos, e o Standard & Poor’s 500 soma 0,4% para 1.882,20 pontos.

 

Já o tecnológico Nasdaq 100 avança 0,95%, a negociar nos 4.166,02 pontos.

 

O sector tecnológico, que na semana passada esteve a ser penalizado por um movimento de vendas, está hoje a ser o que mais puxa pelo mercado accionista norte-americano, depois de a Apple e o Facebook terem apresentado resultados trimestrais melhores do que o estimado.

 

A empresa conhecida pelo símbolo da maçã segue a disparar 8,4% para 568,65 dólares e a rede social liderada por Mark Zuckerberg sobe mais de 5% para 64,60 dólares.

 

Na quarta-feira, após o fecho da sessão bolsista nos EUA, o Facebook anunciou que o seu resultado líquido do Facebook praticamente triplicou no primeiro trimestre, para 642 milhões de dólares (25 cêntimos por acção), contra 219 milhões um ano antes.

 

Os lucros sem itens extraordinários ascenderam a 34 cêntimos por acção, superando assim a média projectada pelos analistas inquiridos pela Bloomberg, que apontavam para 24 cêntimos.

 

As receitas também ficaram acima das expectativas, ao subirem 72% face ao período homólogo do ano passado, para 2,5 mil milhões de dólares, quando os analistas apontavam para um volume de negócios médio de 2,36 mil milhões.

 

Já a Apple anunciou que os resultados líquidos do segundo trimestre fiscal subiram para 10,2 mil milhões de dólares, acima dos 9,55 mil milhões de dólares do período homólogo, com a companhia a beneficiar das fortes vendas do iPhone.

 

As receitas subiram de 43,6 para 45,6 mil milhões de dólares. Os analistas contavam com lucros de 9,1 mil milhões de dólares e receitas de 43,5 mil milhões de dólares.

 

Além dos resultados acima do esperado, a Apple anunciou ainda que decidiu alargar o programa de compra de acções de 60 para 90 mil milhões de dólares, bem como uma subida no valor do dividendo. Vai ainda efectuar um “stock split”, com cada acção a ser dividida por sete novos títulos.

 

Este primeiro “stock split” em nove anos irá reduzir o preço de cada acção da Apple para cerca de 75 dólares, removendo assim um obstáculo à sua inclusão no índice Dow Jones, explica a Bloomberg. Com efeito, os títulos estão actualmente a negociar num valor unitário tão elevado que se fossem integrados no Dow Jones iriam ter demasiado peso naquele índice – que classificam as empresas pelo nível das suas acções em vez de atenderem à sua capitalização bolsista.

 

A Zimmer Holdings também segue em forte alta, a disparar 14% para 104,25 dólares. A fabricante de articulações artificiais acordou a compra da fabricante de aparelhos ortopédicos concorrentes, a Biomet, por 13,4 mil milhões de dólares (9,69 mil milhões de euros).

 

A Caterpillar avança 4,1% para 107,62 dólares depois de reportar resultados do primeiro trimestre acima do projectado pelos analistas.

 

Também a General Electric segue em terreno positivo, animada pela indicação de que está em conversações para comprar a Alstom – naquela que seria a sua maior aquisição de sempre.

 

No vermelho, destaque para a Qualcomm, que cede 4,1% para 77,37 dólares, depois de estimar lucros e receitas para o seu terceiro trimestre fiscal que ficaram aquém do estimado pelos analistas.

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